Investigações tentam montar quebra-cabeça por trás do tiroteio entre policiais de São Paulo e MG

Por Metro Jornal BH

Por trás do confronto entre policiais civis mineiros e paulistas que terminou com uma morte, muitas dúvidas e poucos esclarecimentos. As investigações conduzidas pelas forças de segurança nos dois estados tentam montar o quebra-cabeça que levou ao tiroteio no estacionamento de um hospital em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Até o momento, a negociação para a troca de dólares entre os empresários Flávio de Souza Guimarães e Antonio Vilela resultou na apreensão de mais de R$ 14 milhões em notas falsas e outras seis pessoas presas – a maioria de São Paulo.

Na última sexta-feira, nove policiais civis contratados para escoltar Souza Guimarães viajaram de São Paulo para Juiz de Fora – entre eles, há dois delegados. Do outro lado, Vilela, também acompanhado por agentes públicos de Minas, havia marcado um ponto de encontro na cidade para a troca das moedas. A Justiça mineira tem indícios de que os profissionais sabiam sobre a ilegalidade das negociações.

Após o encontro dos empresários e policiais, foi iniciado um tiroteio, ainda sem motivos esclarecidos, no estacionamento do Hospital Monte Sinai. O confronto levou à morte do policial mineiro Rodrigo Francisco e ainda deixou baleados o empresário Vilela e Jerônimo Júnior, proprietário da empresa que supostamente teria contratado a escolta – ele segue internado em estado grave.

De acordo com a Polícia Civil mineira, os quatro agentes que se envolveram na troca de tiros foram presos por lavagem de dinheiro, mas ainda podem responder por outros quatro crimes. Vilela também está detido. Além das notas falsas, foram apreendidos celulares, veículos e armas. Já os policiais mineiros foram indiciados por prevaricação – quando um funcionário público exerce indevidamente a sua função para satisfazer interesses pessoais.

Principais suspeitas

As investigações apontam que o tiroteio entre os policiais teria iniciado após a descoberta de que o dinheiro era falso. As câmeras de segurança do hospital mostram Jerônimo tentando impedir que Vilela fugisse do local. Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil de SP, Souza Guimarães – ele não está preso – negou qualquer ilicitude e disse que foi a Juiz de Fora para tentar um empréstimo com Vilela. O empresário mineiro chegou a ser preso em 2009 e 2015 por utilizar notas falsas.  

arte Arte / Metro Jornal

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