Enade: só 6% dos cursos têm maior conceito

Por Rafael Neves, Metro Jornal Brasília

De pouco mais de 10 mil cursos de ensino superior avaliados na edição 2017 do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), apenas 600, ou 5,9%, ficaram dentro da faixa 5, o conceito de avaliação mais alto.

Com os resultados divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a prova do ano passado testou 450.995 estudantes do Ensino Superior.

Nesta edição, foram avaliados cursos de ciências exatas (na área de licenciatura e bacharelado) e controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial (na área de tecnologia).

Na divisão de faixas de 1 a 5, a maior fatia dos cursos (39,1%) teve avaliação intermediária, na faixa 3. Apenas 11% ficaram nos extremos (5,9% na faixa 5, a melhor, e outros 5% na faixa 1).

Entre os estados, nenhum conseguiu chegar a ter 10% dos cursos avaliados na faixa 5. O Espírito Santo teve o melhor desempenho, com 9,75% cursos de ponta, seguido Minas Gerais (8,82%) e Paraná (8,36%). Quatro estados (Acre, Amapá, Rondônia e Tocantins) não tiveram nenhum curso premiado com conceito máximo.

O Ministério da Educação chamou atenção para uma discrepância com relação à modalidade de ensino. Entre os cursos presenciais, 6,1% alcançaram a faixa 5, contra apenas 2,4% dos cursos de EaD (Educação a Distância). O perfil dos estudantes mostra que os alunos de EaD têm, em geral, menos tempo para se dedicar aos estudos.

“Temos claramente públicos prioritariamente distintos buscando essas duas modalidades. Os mais jovens estão em maior número na educação presencial – os estudantes solteiros, lá no início da vida. Já no EaD, é aquela pessoa que está mais estabilizada, trabalhando e que quer continuar crescendo na carreira”, comentou o ministro da Educação, Rossieli Soares.

Os números confirmam a tendência: entre os alunos de EaD, 50,9% são casados (contra 18,1% no presencial) e 50,7% sustentam ou ajudam a sustentar a família (taxa que é de 23,6% entre os alunos do ensino presencial).

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