PCC ordenou execução da PM Juliane, diz promotoria; ela foi torturada antes da morte

Por Metro Jornal

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) denunciou nesta última segunda-feira (8) três acusados de participar do assassinato da policial militar Juliane Duarte, ocorrido no começo de agosto. Everaldo Severino da Silva Felix, o “Sem Fronteira”, Felipe Oliveira da Silva, o “Tirulipa”, e Elaine Cristina Oliveira Figueiredo, a “Neguinha”, foram acusados de sequestrar, torturar e matar a PM. Os três teriam dito que são integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo o MP, Sem Fronteira é líder do PCC na região de Paraisópolis (zona sul), onde ocorreu o crime, e teria sido o dirigente da ação. Mensagens recuperadas pela polícia em aparelho celular, de que o suspeito tentou se desfazer em um vaso sanitário, confirmariam que Sem Fronteira teria determinado a execução.

A denúncia, feita pelo promotor Fernando Bolque, diz ainda que Juliane foi espancada e forçada pelos criminosos a ingerir bebida alcoólica e fazer uso de cocaína enquanto mantida em cárcere privado, horas antes de ser executada com um tiro na cabeça. Segundo o documento, a policial “foi submetida a tortura […], a intenso sofrimento físico ou mental” durante dois a quatro dias.

Crime
A PM Juliane Duarte, de 27 anos, foi a Paraisópolis no dia 1º de agosto para visitar um casal de amigos que promovia um churrasco. Ao fim do evento, já nas primeiras horas do dia 2, Juliane teria ido a um bar da região acompanhada de outras duas mulheres. No local, a policial conheceu Gabriela, com quem teria se envolvido naquela noite.

Segundo testemunhas, depois ao sair do banheiro acompanhada de Gabriela, Juliane soube do sumiço do celular de um homem que estava no bar. Ainda não se sabe se Juliane se identificou como policial neste momento ou se seu ofício foi descoberto por criminosos da região, mas minutos depois ela seria levada por Neguinha, Tirulipa e outras duas pessoas não identificadas.

O corpo da PM foi encontrado na noite do dia 6 de agosto, no porta-malas de um carro em Jurubatuba (zona sul), com dois tiros na virilha e um na cabeça.

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