MP denuncia três por morte de PM; laudos apontam que ela foi torturada

Por BandNews FM

Novos laudos apresentados pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) apontam que a policial militar Juliane dos Santos Duarte foi torturada antes de ser morta. Ela foi mantida refém e assassinada a mando da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) há dois meses, na favela de Paraisópolis.

Segundo o MP-SP, exames atestaram que Juliane foi obrigada a ingerir álcool e cheirar cocaína, além de ter sido espancada, antes de tomar um tiro na cabeça.

Nesta segunda (8), a promotoria denunciou três suspeitos pela morte da policial. Everaldo Severina da Silva Félix, o Sem Fronteira, que seria um dos chefes da facção em Paraisópolis, Felipe Oliveira da Silva, Tirulipa, e Eliane Cristiana Oliveira Figueiredo, a Neguinha, já estão presos e foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, cárcere privado e associação criminosa.

Se condenados, os suspeitos podem pegar mais de 30 anos de prisão, segundo explicou o promotor Fernando Cesar Bolque.

No dia 2 de agosto, Juliane bebia cerveja com amigos, em um bar de Paraisópolis. De acordo com o depoimento de testemunhas, enquanto dançava, a blusa dela levantou e teria aparecido sua arma, que estava na cintura.

Isso chamou a atenção de um olheiro do tráfico de drogas, que estava no local. Ainda segundo o MP-SP, a policial foi ao banheiro e, na volta, o celular de um amigo teria desaparecido.

Com isso, ela colocou a arma e a carteira na mesa para provar que não estava com o aparelho. Traficantes, então, chegaram ao bar com o objetivo de resolver o sumiço do celular e viram que Juliane estava armada.

Antes de descobrirem que era uma policial militar, eles dispararam duas vezes na virilha dela. Depois, ao checar a carteira de Juliane, a sequestraram e a torturam. Ela foi morta no dia 5 de agosto e seu corpo foi encontrado dentro do porta-malas de um carro, cinco dias depois, a 8 quilômetros e meio do bar onde foi sequestrada.

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