No último debate antes do primeiro turno, candidatos criticam a polarização

Por Metro Jornal

A polarização e a radicalização políticas, representadas, segundo os adversários, nas figuras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, e do militar reformado Jair Bolsonaro (PSL), ausente por restrições médicas, deram o tom do último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno, na quinta-feira (4), na “TV Globo”.

O tema foi explorado entre os candidatos que se apresentam como via alternativa, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB), e também usado por eles para confrontar Fernando Haddad (PT), que entrou no lugar de Lula e é apontado pelas pesquisas como adversário de Bolsonaro no segundo turno.

Ciro e Marina concordaram que a polarização mantém o país no “clima de guerra”, que tornará o Brasil “ingovernável” para o próximo presidente, e que o eleitor está votando com “medo” e “ódio”. “O PT perdeu a condição de reunir a população brasileira”, afirmou Ciro, chamando Bolsonaro de ameaça fascista.

Alckmin atacou que o “PT terceiriza a responsabilidade” e se exime de culpa pela crise econômica, lembrando que o PSDB está afastado do poder há 16 anos. “Quem escolheu o Temer foi a Dilma [Rousseff], duas vezes.”

Haddad se defendeu das críticas e afirmou que o PT “colocou os pobres no Orçamento” e que está do lado da ampliação dos direitos dos trabalhadores, aproveitando para atacar a reforma trabalhista do presidente Michel Temer (MDB), defendida por Alckmin e Bolsonaro, segundo o petista.

O tema voltou à tona no terceiro bloco. Marina escolheu Haddad para ser questionado, mas antes disse que “Bolsonaro amarelou”. Ela pediu que o petista fizesse autocrítica do partido sobre a crise econômica no país e a polarização política atual. Ele defendeu o governo Lula na resposta. “Lamentável que você não reconheça nenhum dos erros”, rebateu Marina.

Haddad foi também alvo de Alvaro Dias (Pode), que provocou dizendo que tinha uma pergunta para fazer ao “verdadeiro candidato do PT (Lula)”. “O senhor aqui é só um representante.” Haddad rebateu que Dias não tinha compostura e “brincava com coisa séria”.

Repercutiu bastante na internet um alerta de Guilherme Boulos (PSOL) sobre uma possível volta da ditadura no Brasil. “Sempre começa assim”, disse, referindo-se ao clima de intolerância no país.

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