Debate: Haddad vincula Bolsonaro a Temer e rivais se unem contra polarização

Por Estadão Conteúdo

O primeiro bloco do debate entre presidenciáveis da TV Globo foi marcado por fortes críticas de Fernando Haddad (PT) ao concorrente Jair Bolsonaro (PSL), ausente no programa, ao passo que os demais candidatos criticaram a polarização política.

Haddad aproveitou uma pergunta para Guilherme Boulos (PSOL) para fazer uma dobradinha "contra o ódio". Ele relacionou Bolsonaro ao presidente Michel Temer (MDB) e disse que eles destroem direitos da população. Boulos fez coro e, com voz embargada, fez um discurso contra as "ameaças à democracia".

Anteriormente, o petista e Geraldo Alckmin (PSDB) protagonizaram o embate mais ruidoso do bloco. O tucano responsabilizou o PT pelos "grandes equívocos" da economia nacional e disse que o partido terceiriza as responsabilidades. O petista tentou, então, ligar Alckmin aos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Michel Temer.

Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram críticas duras à polarização política e aos "salvadores da Pátria".

Até mesmo a eleição de 2014 foi lembrada. Na abertura do bloco, o pedetista lembrou da polarização entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em 2014, abrindo espaço para a concorrente direcionar a sua mensagem da necessidade de mudança.

Alvaro Dias (Podemos) também desfiou uma série de críticas ao PT, partido que, segundo ele, protege corruptos e quer acabar com a Operação Lava Jato. Ele disse ainda que gostaria de perguntar ao candidato do PT, "que está preso em Curitiba", em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu vou então entregar este bilhete ao Haddad, que vai visitar o Lula toda segunda-feira", disse.

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