Por vitória no 1º turno, Bolsonaro precisa desidratar rivais

Por Metro Brasília
Selo Eleições 2018

Apesar da subida crescente de Jair Bolsonaro (PSL), analistas consideram prematuro prever uma vitória do candidato já no primeiro turno. Os números indicam que não bastará, para Bolsonaro, conquistar a maioria dos votos indefinidos em jogo – brancos, nulos e indecisos –, mas também tirar eleitores de candidatos que vêm atrás.

O cálculo é incerto porque Bolsonaro precisaria ter 50% dos votos válidos mais um. Na pesquisa Ibope divulgada ontem, o presidenciável do PSL registrou 38% dos votos válidos, ou seja, será preciso buscar mais 12 pontos percentuais. O capitão da reserva terá de tirar votos dos perseguidores próximos. “E não estamos vendo movimentação, pelo menos até a pesquisa de segunda-feira [a penúltima do Ibope], de perda de votos dos demais candidatos. Se outros candidatos estivessem em curva descendente, o Ciro, o Alckmin, o próprio Haddad, mas não é o que estamos vendo”, disse a diretora do Ibope Inteligência Marcia Cavallari.

A opinião é compartilhada pelo cientista político da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Emerson Cervi,

No início da campanha ele [Bolsonaro] tinha 32% de válidos e agora, 45 dias depois, tem 38%. Significa que em 4 dias teria que ganhar mais que o dobro do que ganhou em 45 dias. E, se pegarmos o histórico, na eleição de 2014, no início de outubro, a Dilma tinha 40% e não conseguiu avançar para vencer no primeiro turno. Desse modo, existe uma chance muito pequena disso [a vitória de Bolsonaro no primeiro turno] acontecer”, avaliou Cervi.   

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