Eleições 2018: Ibope mostra Bolsonaro e Haddad na liderança - de votos e de rejeição

Por Marcelo Freitas - Metro Brasília

Os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ostentam a liderança na intenção de votos, mas também ocupam o topo da rejeição dos eleitores. Segundo pesquisa Ibope divulgada ontem, ambos oscilaram positivamente dentro da margem de erro.

O capitão do Exército lidera com 32% – um ponto percentual a mais em relação ao último levantamento, de segunda-feira – e 42% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O petista tem 23%, oscilação positiva de dois pontos, mas é rejeitado por 37%.

Nas eleições anteriores,  pelo menos 40% de rejeição era nota de corte para evitar algum candidato ser eleito. O novo fenômeno tende a fazer os eleitores optarem pelo “voto útil” já no 1º turno.  “O voto do coração, o voto racional pode ser abandonado em função de uma realidade nos próximos poucos dias da eleição. Esses elevados índices de rejeição, nos dois casos, mostram o grau de polarização. O ‘eu odeio você’”, analisou o cientista político e sócio-diretor da Hold Assessoria Legislativa André César.

Para o cientista político da FGV (Fundação Getúlio Vargas)  Sérgio Praça, o embate de dois perfis estimula o comportamento dos eleitores. “No caso do Haddad, a rejeição é mais do partido. O PT atrapalhou o processo eleitoral ao se envolver com corrupção. Do Bolsonaro é o inverso, o partido é praticamente inexistente e ele como indivíduo é rejeitado por posições homofóbicas e machistas”, afirmou.

Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) tiveram variação negativa de um ponto percentual. Marina manteve-se com 4%.

Segundo turno

O Ibope fez simulações de 2º turno.  Há empate técnico entre Bolsonaro e Haddad (41% a 43%), embora o petista tenha oscilado positivamente um ponto em relação à última pesquisa. Na disputa com Alckmin, o candidato do PSL também mostra igualdade (40% a 41%). Quando a adversária é Marina, o deputado federal estaria a frente (43% a 39%), com empate no limite da margem de erro.

No único cenário no qual Bolsonaro seria derrotado é contra Ciro (39% a 46%).

Os votos brancos e nulos somam 12% e os indecisos ainda são 6%.

rejeição presidenciáveis Arte / Metro Jornal
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