‘O cenário só está empatado na capital’, diz João Doria

Em entrevista à rádio Bandeirantes, candidato do PSDB disse que espera vencer com folga no interior e que briga com Skaf na cidade de São Paulo

Por Rádio Bandeirantes
Selo Eleições 2018

Na última entrevista da rádio Bandeirantes com os postulantes ao governo do estado, que o Metro Jornal reproduz, o candidato João Doria (PSDB) disse ontem que seu desempenho está sendo impactado pela eleição nacional e pelo fato de o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) não liderar as pesquisas para presidente no estado. O tucano afirmou que deverá governar com maioria na Assembleia, se eleito.

O que aconteceu com o PSDB, que está penando na disputa presidencial?

São circunstâncias, mas nosso candidato, Geraldo Alckmin, é competitivo e a campanha não terminou. Houve mudança no sentimento da população, isso é bastante claro, e a bipolarização, que se concentrou. Entendo que há cansaço em relação aos políticos e revigoramento, lamentável, do voto petista.

Jair Bolsonaro (PSL) pode ser um bom presidente?

Quem pode ser um bom presidente é o meu candidato, Geraldo Alckmin. A eleição termina domingo e, a partir daí, vamos avaliar. Quero deixar claro que meu voto é no Alckmin e que no PT eu não voto em hipótese nenhuma.

Em São Paulo, há também cansaço com o PSDB?

Não vejo esse cansaço. O PSDB fará boa eleição para deputados estaduais e federais. Devemos aumentar a bancada. Não há esse sentimento ruim no estado. Eu tenho o dobro das intenções de voto do Alckmin no estado. Há, talvez, um sentimento que não tenha sido explicitado de forma mais clara na campanha do PSDB nacional.

Qual é a sua expectativa sobre o seu desempenho na capital e no interior?

No interior, vamos vencer com boa diferença. Na região metropolitana, também, com diferença razoável. Na capital, o jogo está mais empatado com Paulo Skaf (MDB).

Reflexo da sua saída antecipada da prefeitura?

Não apenas isso. O próprio tema nacional tem influído na eleição estadual e isso trouxe um peso adicional à nossa campanha. Eu admito.

O sucesso de Bolsonaro fez o sr. modular seu discurso com o bordão: “Polícia na rua, bandido na cadeia”?

Independentemente da questão nacional, já tínhamos colocado segurança, saúde e emprego como os principais aspectos da campanha. A segurança tem peso mais forte. Isso é muito claro no interior, na região metropolitana, na capital e no litoral.

Como expandir os Baeps (Batalhões de Ações Especiais), como o sr. promete?

Vamos colocar nas ruas os policiais que estão em função administrativa e o procedimento eletrônico das audiências nos fóruns. São centenas de policiais e dezenas de veículos mobilizados só para transportar presos.

Sua ideia é reorganizar o efetivo, e não contratar?

As duas coisas. Ainda que tenhamos que remanejar, vamos fazer contratações de policiais militares e civis, com concurso. Gradualmente, vamos melhorar a remuneração, sem romper a política fiscal que Alckmin manteve de forma equilibrada.

Mas sem dar aumento para o funcionalismo.

Sobretudo para professores e policiais. Vamos rever. Para professores, vamos apoiar a meritocracia, que vai permitir que possam receber valores adicionais atingindo metas. Dos policiais, gradualmente, temos que melhorar.

Reconhece como ato falho de sua campanha mostrar Márcio França antes e depois da cirurgia bariátrica, como sendo duas pessoas, quando se sabe que as cirurgias são feitas, principalmente, em razão de problemas de saúde?

Ele é muito esperto e, como todo esquerdista, sabe se vitimizar. Não faço nenhuma crítica a quem faça cirurgia bariátrica ou qualquer outro tipo de cirurgia, mesmo por razão estética. O que eu critiquei foi um personagem que foi líder do PT na Câmara, membro do conselho político do ex-presidente Lula, hoje presidiário em Curitiba, e cujo Partido Socialista Brasileiro, do qual ele é o presidente em São Paulo, defende punição ao juiz Sérgio Moro e o Lula livre. Para mostrar o Márcio França líder do Lula, tinha que mostrar a foto dele quando era líder do Lula.

O governador Márcio França tem anunciado a lousa digital, que já foi testada, mas o vandalismo acabou com essa experiência. O que acha?

Nesse ponto, não tenho divergência. Acho que nós temos de melhorar a condição de segurança das escolas. O monitoramento de câmeras é uma forma de ajudar e não é caro. Dentro do limite de não invadir a privacidade de alunos e professores, é útil. As pessoas temem. As câmeras ajudam a defender o patrimônio público das escolas.

Como espera a composição da Assembleia Legislativa?

Não haverá grandes mudanças. O PSDB, que hoje tem preponderância, terá força majoritária para governar.  

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