'Só um cara de pau para criticar o Sesi', diz Paulo Skaf

Por Rádio Bandeirantes

Em entrevista à Rádio Bandeirantes na série com os postulantes ao governo do estado, que o Metro Jornal reproduz, o candidato Paulo Skaf (MDB) afirmou na sexta-feira que metade das melhorias que promete em educação, saúde e segurança não depende de dinheiro, mas de uma mudança de gestão. O candidato disse que abrirá os hospitais para que façam cirurgias nos fins de semana e que vai construir 50 quilômetros de metrô e monotrilho.

O estado terá dinheiro para as promessas que o sr. faz?
Toda hora se contesta se vai ter dinheiro. Não podemos pensar que seja normal que as crianças frequentem escolas públicas e não aprendam, que os professores sejam agredidos, que 23 escolas sejam assaltadas por dia. É natural que nós vamos ter que reestruturar e fazer uma grande mudança, mas assim como fiz no Sesi, de forma gradual e responsável, farei no estado. Não há disciplina na escola. Quanto precisa para ter disciplina? Nem tudo é dinheiro: 50% das providências que precisam ser tomadas, seja na educação, segurança, saúde, não dependem de dinheiro. O que depender de dinheiro, se faz com gestão boa. Combatendo corrupção, sonegação e desperdícios, o dinheiro aparece.

Seus adversários dizem que há cobrança no Sesi e Senai.
Precisa ser cara de pau para num período pré-eleitoral criticar o Sesi. Há fila de mães querendo colocar os filhos no Sesi. Há qualidade, respeito, disciplina, esporte, cultura, alimentação boa e, acima de tudo, as crianças aprendem. De todas as atividades do Sesi, 80% têm subsídio total e 20% têm muito subsídio também, nada é cobrado, normalmente. Quero ser governador para dar ensino público gratuito para todos, mas de qualidade.

Qual é o mais enganador dos seus adversários?
Quem deve julgar são os eleitores. Eu tenho centenas de exemplos na educação – com Sesi e Senai –, na formação profissional, no esporte, na cultura, no enfrentamento com os governos para baixar impostos, com bancos – para baixar juros –, enfim, tenho história. Eu ainda estou na presidência do Sesi, Senai, Sebrae, Fiesp e Ciesp, estou licenciado, mas sou presidente. Não entrei na política para mentiras e agressões.

O que o contribuinte pode esperar do sr., que combateu o aumento da carga tributária, e agora quer ser o cobrador dos impostos?
Pode esperar que no governo Skaf não terá aumento de impostos. Meus princípios contra o aumento dos impostos continuarão. Vou buscar eficiência e atenção com as pessoas. Temos recursos no Orçamento e possibilidade de financiar bons projetos com concessões e PPPs.

Qual a solução para a determinação de se abrir as delegacias se falta efetivo?
A segurança pública é caótica em São Paulo. Minha proposta tem três frentes. Vamos reorganizar a Polícia Civil e estimular para que atinja seu objetivo, que é investigar. O quadro está desfalcado. Não é diferente da Polícia Militar. É preciso haver entrosamento entre elas, com serviço de inteligência no combate ao crime. Os salários estão defasados: 20 estados do país têm salários melhores. Isso é uma vergonha para São Paulo. Mas não é só o salário. É o respeito, a atenção, a vontade política. Paralelamente, tem os presídios, que estão nas mãos do crime organizado, o estado tem que retomar.

Como fazer isso?
O estado tem que estar presente. Vamos retomar os presídios e fazer com que o estado comande. Na terceira frente, a lei penal. É uma lei federal, mas o governador tem que ter liderança política para ir a Brasílias e aprovar uma lei que beneficie o seu estado e o país. No caso, por exemplo, acabar com saidinhas, visitinhas, redução de pena. Isso tudo vira uma bagunça. Sendo governador, vou liderar campanha para mudar a lei penal. O Orçamento da segurança de São Paulo tem R$ 20 bilhões. Temos 115 mil homens nas polícias, nós temos um Exército, mas desorganizado e dividido, que não se entende.

Qual a sua palavra para o funcionalismo público?
Há treze anos presido o Sesi, Senai, Fiesp, Ciesp de uma forma muito humana e respeitosa. O que quero fazer como governador é isso: valorizar o nosso funcionalismo. Quero compensar, principalmente, policiais e professores. Mas com respeito. Não adianta aumentar o salário e o professor ser agredido fisicamente. Precisamos colocar ordem na casa. Veja na saúde. Os hospitais não fazem, nos fins de semana, exames e cirurgias eletivas. Eles só abrem para emergência. Temos uma tremenda fila para cirurgias e exames. O custo alto – que é o hospital, equipamento, instalações, direção –, já existe, o que precisa é ampliar. É isso o que farei.

Tem muita obra parada pela crise. Como tratar o tema?
Em quatro anos, vamos entregar 20 quilômetros de monotrilho e 30 quilômetros de metrô. Já está tudo estruturado, o que precisa é tocar e terminar. rádio bandeirantes

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