Campanha presidencial entra na reta final; entenda as estratégias dos candidatos

Por Marcelo Freitas – Metro Brasília

Os presidenciáveis têm apenas mais seis dias para conquistar eleitores que vão às urnas no domingo. A reta final é o momento de colocar em marcha estratégia para a campanha resultar em votos e contrariar ou confirmar os resultados das pesquisas.

O Metro Jornal conversou nos últimos dias com representantes dos cinco candidatos à presidência da República mais bem colocados para encontrar pistas do caminho que procuram traçar para chegar ao segundo turno.

Quebrar a polarização Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) da condição de favoritos é a principal meta do segundo pelotão, formado por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). O grupo espera provocar o “efeito 2014”, quando, a esta altura da disputa, Marina – então pelo PSB – ocupava a liderança seguida pela candidata do PT, Dilma Rousseff e, após a apuração, nem sequer foi para o segundo turno.

O apelo ao voto útil, que aparece como opção para um terço dos eleitores, busca um único herdeiro para mudar o atual cenário.

Bolsonaro tenta resistir à ataques preferenciais dos adversários e aos altos índices de rejeição. Haddad busca esgotar a transferência de votos de eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O desempenho no último debate – marcado para quinta-feira e que será promovido pela “TV Globo” – também é vista como uma grande cartada da campanha.

Entenda as estratégias de cada candidato

Jair Bolsonaro (PSL)

Bolsonaro tem como missão transformar a liderança nas pesquisas em votos nas urnas e, diante de ataques dos adversários e de movimentos populares, evitar perder o fôlego na semana decisiva. A campanha trabalha para preservar o índice na casa dos 28%, sobretudo após a enxurrada de denúncias que envolvem o passado do político.

A aposta é que a volta do candidato às ruas, depois de 23 dias internado após sofrer um atentado a faca, poderá favorecer a busca pelo voto útil vindo de eleitores dos adversários e também do Centrão.

Jair Bolsonaro (PSL) Leonardo Benassatto/Reuters

Fernando Haddad (PT)

Haddad buscará intensificar a ligação com imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fixou como meta atingir 30% das intenções de voto esta semana. As últimas pesquisas apontaram índice na casa dos 25%.

O petista está disposto a evitar confronto com Ciro Gomes e Marina Silva, de quem acredita que possa vir os votos, senão no primeiro turno, para uma vitória no segundo turno. A campanha também trabalha para atrair dissidentes do Centrão e mira em apoio do PP e PR, que tem ignorado a aliança com Geraldo Alckmin em prol do PT.

Fernando Haddad (PT) Cláudio Kbene/PT

Ciro Gomes (PDT)

Ciro trabalha para ser herdeiro dos eleitores infiéis de Bolsonaro, que acredita-se vão mudar de posição na última hora em função das denúncias. A campanha dará prioridade ao Nordeste, onde a preferência desidratou nos últimos dias e levou o candidato a ficar na casa dos 11% das intenções de voto.

Haddad será um dos alvos de ataques do pedetista com o reforço da posição de que, em governos anteriores, o PT se aliou com partidos do Centrão e também com o MDB. No debate da “TV Globo”, Ciro pretende mostra que tem propostas mais robustas.

Ciro Gomes (PDT) Divulgação/Facebook

Geraldo Alckmin (PSDB)

Alckmin trabalha por uma “arrancada” para, pela primeira vez, atingir os dois dígitos nas intenções de voto na campanha. A pesquisa mais favorável pôs o tucano com 9%. A campanha procura colher os resultados dos ataques direcionados a Bolsonaro e, sobretudo, para agregar os votos dos eleitores antipetistas.

Alckmin busca convencer que eleitores dispostos a anular ou votar em branco poderiam provocar “a volta do PT” e tentará recuperar terreno em São Paulo. Em outro front, o candidato do PSDB precisará evitar a debandada de integrantes do Centrão.

Geraldo Alckmin PSDB Fagner Nascimento/PSDB

Marina Silva (Rede)

Marina tenta buscar o “eleitor de Lula” insatisfeito com a opção de votar em Haddad. A candidata, que largou na campanha como vice-líder nas pesquisas, patina e tem ficado com índices na casa dos 6%, o que representa metade do eleitorado favorável que tinha em agosto.

O carisma do candidato a vice, Eduardo Jorge (PV), também será um dos trunfos que a candidata da Rede usará. Mas o plano de governo de Ciro também será estudado nas minúcias para ser rebatido. Marina espera contar com os votos contra Bolsonaro e ter o apelo pelo voto feminino.

Marina Silva (Rede) Divulgação/Facebook
Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo