‘Vou para o 2º turno contra o Skaf’, diz Márcio França

Em entrevista à rádio Bandeirantes, candidato do PSB disse que estrutura do estado foi reduzida para evitar a crise e que economia está crescendo

Por Metro Jornal

Em entrevista ontem à rádio Bandeirantes na série com os postulantes ao governo do estado, que o Metro Jornal reproduz, o governador Márcio França (PSB) afirmou que Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB), que lideram a corrida, são candidatos por vaidade e que falta experiência aos dois. Disputando a reeleição, França disse que vai cobrar da União os atendimentos de saúde que São Paulo presta a pacientes de outros estados e que dará aumento aos servidores.

As pesquisas mostram seu crescimento, mas ainda distante dos líderes. Dá para recuperar esse terreno?

As pessoas ainda não me conheciam. Eu estou animado. Pesquisa é curva e a curva mostra o Doria caindo e o Skaf estacionado. Estão há um mês nessa faixa, brigando pelo mesmo eleitor. As pessoas que se deslocam, se deslocam na minha direção.

Por que a sua preferência de investir mais contra o Skaf do que contra o Doria?

Eu convivo com ambos. O que reclamo do Doria é não ter palavra. Ele prometeu, jurou pela honra, pela vida, por Deus, por todo mundo, 40 vezes, que ficaria na Prefeitura de São Paulo. Ele começou daquele jeito, bom de marketing, mas depois colocou na cabeça que seria candidato a presidente. Como não conseguiu, os tucanos disseram: “Não vai dar, mas você tem um prêmio de consolação, que é o governo de São Paulo. Você ganha no primeiro turno. Eleição é tranquila”. Não contaram a verdade e ele, inocentemente, renunciou.

Ele entrou nessa mesmo?

Ele não sabe o que está fazendo. Ele falou em criar botão do pânico para as mulheres. Esse botão já existe na Polícia Militar. Parece o Skaf, que disse que vai abrir hospitais aos sábados. Eles não estudaram, não têm histórico de convivência com a coisa pública. Acho que fazem por vaidade. Fica claro na televisão, parece coisa de marqueteiro.

Como vê as pesquisas para presidente em São Paulo?

Com relação ao Geraldo Alckmin (PSDB), o que aconteceu foi o fato de lançar o Doria com altíssima rejeição. Essa rejeição encostou no Alckmin. Por outro lado, no pouco voto que sobrou do Doria, o eleitor se aproximou do [Jair] Bolsonaro (PSL) porque ele não quis colocar o Alckmin na televisão. Se os tucanos fossem humildes e tivéssemos feito uma composição – o Skaf topava ser vice e o Doria ficaria na prefeitura, que era a tarefa dele –, teríamos chapa única e iríamos disputar com grande chance de se dar bem e puxar o Alckmin nacionalmente.

Num futuro governo, as delegacias ficarão fechadas em algum período? Falta efetivo? Qual a solução?

Quando eu cheguei, identifiquei o fechamento de delegacias na capital. Das 90 e poucas, 66 ficavam fechadas e determinei que fossem abertas. Abertas quer dizer: iluminadas e com a porta aberta para que o cidadão possa falar com o policial. Alguns resistem. Eles reclamavam que não tinham remuneração. Criamos a possibilidade de remuneração e agora estão deslocando os policiais, que ganham até um terço de salário a mais para trabalhar nas noites e fazer o plantão.

É tabu discutir reestruturação do modelo de polícia?

O desastre da economia brasileira afetou São Paulo. O Alckmin cortou gastos, evitou contratar funcionários e congelou salários por três anos. Sem isso, não teríamos pagado salários, como outros estados. Evidentemente, foi enxugando as estruturas Mas estamos saindo da crise. A economia do estado cresce acima de 5%, bom número.

O sr. promete que a polícia militar terá o maior salário do Brasil. Qual o reajuste?

Por que os funcionários de São Paulo têm que ter os salários que não são os melhores se nossa arrecadação é a maior? Temos que reivindicar o que é nosso. No Hospital das Clínicas, o percentual de pessoas que atendemos de outros estados é de 25%. Nós não vamos mandar ninguém embora, mas vamos mandar a conta para o governo federal. São Paulo paga, todo mês, R$ 1,360 bilhão da dívida. Vamos entrar com ação, calcular o quanto de SUS (Sistema Único de Saúde) gastamos para atender outros estados, e vamos abater. Suponho que dará até R$ 400 milhões de arrecadação por mês.

E o salário dos policiais?

Todo servidor de São Paulo deveria ser referência salarial no Brasil. Decisões orçamentárias são decisões políticas. Eu vou priorizar os assuntos que eu entendo serem os mais corretos e adequados.

Como evitar as falhas no transporte público?

É inadmissível a quantidade de falhas, trens em especial. Como os trilhos são abertos, as pessoas pulam e danificam. Vamos envelopar, colocar grade em volta. É um valor insignificante. O que não tem condição é comprar passagem e o trem parar.

O senhor vai para o segundo turno contra quem?

Hoje eu iria contra o Skaf. O Doria está caindo bastante.
  


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