Juro do rotativo do cartão volta a subir

Por Metro Jornal

Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros mais elevados em agosto. Após quatro quedas seguidas, a taxa média na modalidade subiu 2,6 pontos percentuais em relação a julho, chegando a 274% ao ano, segundo dados do Banco Central.

A alta foi puxada pelo pela elevação do juro cobrado de consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular), que aumentou 6,1 pontos percentuais, para 291,3% ao ano.

Para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura em dia, a taxa caiu 1,8 ponto percentual, para 250,3% ao ano.

Em relação ao mesmo período do ano passado, porém, a taxa total do rotativo caiu 118 pontos percentuais após medidas do governo para reduzir os juros na modalidade. Em abril de 2017, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

No caso do parcelado, a taxa anual passou de 167,1% em julho para 166,7% em agosto.

“Como o cheque especial, o rotativo do cartão de crédito é uma linha emergencial e, de preferência, para não ser usada”, disse o chefe do departamento econômico do BC, Fernando Rocha. Ele afirmou que os clientes bancários devem pesquisar entre as instituições antes de tomar um empréstimo e optar por modalidades de crédito adequadas à sua necessidade.

As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. No caso do cheque especial, o juro médio ficou estável em agosto comparada a julho em 303,2% ao ano.  


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