As propostas dos candidatos a governador de São Paulo para gerar emprego

Por Metro Jornal
Selo Eleições 2018

A geração de empregos está na plataforma da maioria dos candidatos a todos os cargos, e não à toa: o Brasil está com quase 13 milhões de desempregados segundo último dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos quais 3,4 milhões no estado de São Paulo. Emprego é um dos quatro problemas prioritários para os paulistas segundo pesquisa Ibope.

Mas a ação depende muito da atividade econômica, essencialmente atrelada à política econômica federal, o que dificulta a missão do futuro governador nesse tópico.
Os professores Eduardo Mekitarian, do curso de economia da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), e Jésus Gomes, da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), concordam que a principal medida que o futuro governador pode tomar para criação rápida de postos de trabalho é retomar obras.

“De imediato, o que poderia provocar aumento do emprego seria investir pesadamente em obras públicas e contratar”, diz Gomes. “Até porque essas obras têm uma cadeia produtiva muito longa e impactam em outras áreas.” Mekitarian destaca que “a ampliação do Metrô requer bastante mão-de-obra, emprega muita gente, assim como o término do Rodoanel”.

O professor da Faap também fala em concessão de benefício fiscal para que indústrias instalem unidades no estado. “Com isso, pode dar uma revigorada mais rápida [no emprego].”

Mas ambos avaliam que o futuro governador pouco terá a fazer diretamente sobre o emprego. “O desemprego é um fenômeno extremamente complexo”, disse Gomes. “O desempenho da economia é mais afeito a políticas federais”, afirmou Mekitarian.

 

    • João Doria (PSDB)
      O texto do programa cita como medidas de estímulo ao setor produtivo a oferta de financiamentos para investimentos especialmente para as micro e pequenas empresas por meio da Agência de Desenvolvimento de São Paulo. Com o que define como melhoria do ambiente de negócios e da segurança jurídica para os investidores, diz ter “convicção de que os investimentos produtivos e a geração de empregos voltarão a crescer significativamente em nosso estado”.
    • Luiz Marinho (PT)
      Lista uma série de medidas,como impulsionar obras públicas de saneamento, habitação, metrôs, trens e melhoria das estradas vicinais, pequenas e médias empresas por um novo banco de Desenvolvimento e Inovação. O texto fala em desenvolver políticas para promover as exportações das indústrias paulistas e retomar programas sociais, em conjunto com a União, para renda, habitação e saúde, “grandes geradores de emprego”.
    • Márcio França (PSB)
      O programa foca em alguns eixos para estimular a geração de empregos como o desenvolvimento da economia criativa e verde, ampliar, com uma série de medidas institucionais, inserção internacional das marcas de São Paulo para expandir exportações de produtos e serviços, além de falar em atrair investimentos para obras de infraestrutura do Estado nos organismos internacionais e mencionar que vai canalizar para pequenas empresas parte das compras governamentais.
    • Paulo Skaf (MDB)
      O documento começa falando em aquecer a construção civil com obras públicas de rodovias, ferrovias, metrô, escolas e delegacias. Segue falando em atrair empresas ao estado com medidas como simplificação de tributos e desburocratização. Incentivo ao empreendedorismo e economia criativa, qualificação para empregos advindos de novas tecnologias e programa direcionado para recolocação no mercado de trabalho também estão entre as medidas.
    • Lilian Miranda (PCO)
      Fala em reduzir as horas trabalhadas, completa liberdade para o pequeno comércio ambulante; acesso à previdência em igualdade com todos os trabalhadores assalariados; fim das leis que garantem o monopólio para as grandes empresas.
    • Costa e Silva (DC)
      O programa registrado fala em incentivar a construção civil, por políticas de desenvolvimento urbano e saneamento básico e infraestrutura; política oficial de apoio ao empreendedorismo e incentivo para a criação e desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas; incentivar a formação de mão de obra através de cursos profissionalizantes e técnicos, inclusive de curto prazo; estimular a instalação de Pólos de Desenvolvimento, em parceria com Governos Municipais e entidades privadas, entre outras medidas.
    • Marcelo Candido (PDT)
      O texto, sucinto, elenca na área as medidas de combate a desigualdade social, incentivo aos processos de geração de trabalho, emprego e renda; e desenvolvimento e incentivo aos projetos de economia criativa e solidária.
    • Professor Claudio Fernando (Rede)
      O programa elenca medidas como criar centrais de distribuição de produtos da economia solidária e agricultura familiar e implementar políticas de ampliação da economia solidária, desenvolver linhas de crédito, investimento e políticas de financiamento dos empreendimentos econômicos solidários, ampliar a quantidade das vagas em programas de qualificação profissional e exigir a participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas.
    • Professora Lizete (PSOL)
      Diz que seu governo vai criar no médio prazo um ciclo virtuoso de aumento de direitos, emprego, renda e arrecadação e que a ampliação desses direitos (como saúde, educação e habitação) e a elaboração de um plano de obras públicas irá ampliar os postos de trabalho no estado e, consequentemente, aumentará a renda em circulação, que impulsiona a arrecadação do estado e a geração de novos empregos. Fala ainda em valorizar a agricultura familiar com a criação de coletivos produtivos.
    • Rodrigo Tavares (PRTB)
      O programa prevê que parte das licitações do estado contemplem cooperativas, micro e pequenas empresas especialmente do local onde o serviço será realizado, incentivos fiscais para setores da economia que absorvam parte da massa de desempregados e investimentos para construir estradas, portos, aeroportos, energia elétrica, transporte urbano, saneamento, abastecimento de água, abastecimento de energia elétrica e assim por diante.
    • Rogerio Chequer (Novo)
      Não tem propostas específicas para o tema.
    • Toninho Ferreira (PSTU)
      Fala ser necessário um plano de obras públicas para gerar empregos, defende aumento geral dos salários e aposentadorias e redistribuição de terras para camponesas sem-terra.

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