Polícia Federal reforça versão de ‘ato solitário’ contra Bolsonaro

Por Metro Belo Horizonte

A Polícia Federal descartou a hipótese de que Adelio Bispo de Oliveira tenha sido pago ou que tenha recebido qualquer ajuda para cometer o atentado contra o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, no início do mês durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). As informações foram repassadas pelo delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF em Minas, Rodrigo Morais, em entrevista no último sábado e confirmada com a assessoria de imprensa do órgão.

De acordo com a PF, é possível concluir que os valores encontrados na conta do agressor têm origem “sustentável”, de uma rescisão trabalhista, e de remuneração pelo período em que trabalhou como garçom. Com isso, segundo a PF, Adelio tinha condições financeiras suficientes para pagar, de forma antecipada, a pensão onde estava hospedado. Já o cartão de crédito internacional encontrado com ele nunca foi utilizado e, segundo a investigação, foi emitido automaticamente pelo banco em que o agressor tem uma conta-salário referente ao período em que trabalhou em uma empresa.

Ainda segundo a PF, o computador pessoal de Adelio é antigo e estava quebrado. A corporação também concluiu que dos quatro celulares encontrados com o agressor, somente dois funcionavam e nenhum deles foi comprado dias antes da facada em Jair Bolsonaro.

O advogado Fernando Magalhães, um dos quatro que representam Adelio no processo, disse que as informações reforçam a versão da defesa de que seu cliente agiu sozinho.

Na semana passada, a PF pediu a prorrogação do inquérito aberto no dia do crime. Segundo Rodrigo Morais, o inquérito que investiga o ataque deve ser concluído até a próxima sexta-feira, dia 28. Mas um segundo inquérito será aberto para investigar o possível envolvimento de terceiros no crime, mesmo que até o momento não exista nenhuma indicação que isso tenha acontecido. Bispo está preso em um presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul.

Saúde

O presidenciável segue internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo boletim médico de ontem, ele passou a receber uma dieta leve e teve o dreno retirado de seu abdômen.


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