Nada de fugir da agulha! Fique em dia com as vacinas necessárias na fase adulta

Por Metro Jornal

Engana-se, e corre perigo, quem acha que depois de adulto a vacinação não é necessária. Muitas doenças precisam de reforços para garantir o mínimo de proteção e com a volta de patologias imunopreviníveis – que antes se pensavam erradicadas no Brasil, como o sarampo e a rubéola – é preciso redobrar os cuidados.

De acordo com a médica Alessandra Ramos Souza, do CRIE/Unifesp (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais), existem algumas vacinas que são essenciais, mesmo para quem já passou dos 18 anos. E a maioria delas estão disponíveis nas redes pública e privada.

“É importante estar atento à importância da vacinação e tomar muito cuidado com a atual enxurrada de notícias falsas e correntes maldosas”, alerta Rosane Cuber, vice-diretora de Qualidade da Fiocruz, Bio-Manguinhos.

Ela reforça que todas as vacinas aplicadas no Programa Nacional de Imunização da Ministério da Saúde passam por inspeção minuciosa. “Além de atender a todos os controles de qualidade da Anvisa, nós também somos pré-qualificados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para a produção da vacina contra a febre amarela e aplicamos essas mesmas referências para todas as vacinas feitas por nós.”

Saiba mais sobre as vacinas para adultos:

Vacina Tríplice-viral para sarampo, caxumba e rubéola
Por causa dos surtos de sarampo e rubéola, essa vacina ganha destaque especial. Mesmo que já tenha sido vacinado na infância, para adultos entre 20 e 29 anos são recomendadas duas doses com intervalo de um mês. Já para os indivíduos de 30 a 59, a dose é única. Além disso, as mulheres que pretendem ter filhos e que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.

Vacina Dupla tipo adulto para difteria e tétano
Conforme lembra a médica Alessandra Ramos, “quem foi devidamente vacinado quando criança, com a tríplice bacteriana (DTP) que também abrange a coqueluche, deve receber um reforço da dT a cada 10 anos. Quem não foi vacinado (ou não se lembra) deve receber três doses da dupla tipo adulto, com intervalos de dois meses entre a primeira e a segunda aplicação e de quatro a seis meses entre a segunda e a terceira, além do reforço a cada 10 anos.

Vacina contra a hepatite B
Facilmente transmissível, o vírus da hepatite B pode chegar a causar cirrose e câncer no fígado. A vacinação é recomendada para todas as idades. De acordo com a especialista, são três doses, com intervalo de um a dois meses entre a primeira e a segunda, e de quatro a seis entre a primeira e a terceira. Uma vez que a Hepatite B pode ser transmitida durante o parto, é recomendável que as grávidas também procurem se vacinar.

Vacina contra a febre amarela
Quem mora em área de risco, ou está só de passagem, deve tomar a vacina da febre amarela. A doença que afeta fígado e rins matou, de acordo com dados do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos uma a cada seis pessoas internadas na rede pública.
De acordo com a médica Alessandra Ramos, desde abril do ano passado, o Brasil adota o padrão de dose única, ao contrário da validade vigente, até então, de 10 anos.

Vacina Pneumocócica
A variação dessa vacina oferecida na rede pública é a PPV 23 e, como o nome indica, protege contra 23 tipos da bactéria pneumocócica, responsáveis por infecções como pneumonia, meningite e sinusite. A imunização é recomendada para indivíduos imunologicamente vulneráveis como idosos, receptores de transplantes e pacientes com diabetes ou AIDS. Pelo SUS, a vacina PPV 23 está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, para doentes crônicos. Para crianças e adolescentes, existe a PCV 13, disponível na rede privada, mas é necessário consultar o médico pediatra.

HPV
A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatro principais tipos do HPV, vírus sexualmente transmissível que causa as verrugas genitais e o câncer no colo do útero, nos genitais e na boca. Ela pode ser aplicada no SUS dos 9 aos 14 anos, e na rede particular, a partir dos 9 até os 45 anos para mulheres e até os 26 anos para homens. Ela é recomendada até para as pessoas que já tiveram uma infecção por HPV, pois assim ela se protege contra os outros tipos. De acordo com a médica Alessandra Ramos, “são três doses, com intervalo de um a dois meses entre a primeira e a segunda e de seis meses entre a primeira e terceira”.

Vacina contra o Influenza gripe
Como o vírus da gripe sofre mutações mais frequentes, é importante, todo ano, tomar a vacina. Pelo SUS, ela é disponibilizada inclusive para pessoas com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a 4 anos, profissionais da saúde, professores e gestantes. A campanha dura o período do outono, que no Brasil vai de abril a junho, quando aumentam os casos de gripe. A vacina do sistema público protege contra os tipos H1N1, H3N2 e um tipo do vírus B.

Vacina contra a Dengue
A vacina contra a dengue está disponível, por enquanto, apenas no setor privado em três doses com intervalo de seis meses. É recomendada para indivíduos até 45 anos que já contraíram a doença, uma vez que existe o risco de hospitalização e dengue grave para quem ainda não entrou em contato com o vírus. É contraindicada para gestantes, lactantes e imunodeficientes.

** Alguns países também cobram o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP. Ao todo são mais de 100 e a lista completa pode ser conferida no site da Anvisa em:
portal.anvisa.gov.br/dicas-de-saude-para-viagem


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