Para previnir suicídios, CVV atendeu 2 milhões no ano passado

Por Rafael Neves - Metro Brasília

Em atividade há quase 60 anos, o CVV (Centro de Valorização da Vida) bateu um recorde de atendimentos no ano passado e espera superar o número neste ano.

A central telefônica, que acolhe ligações de qualquer pessoa que esteja passando por angústias ou dificuldades, fez cerca de 2 milhões de atendimentos no ano passado – o dobro de 2016 – e projeta 2,5 milhões para 2018.

Desde um convênio com o Ministério da Saúde, em março do ano passado, a ligação passou a ser gratuita em alguns lugares do país – o serviço sempre foi voluntário, mas os telefonemas eram tarifados como qualquer outro.

Em junho deste ano os últimos estados aderiram, e hoje a ligação é de graça para todo o país. O governo federal, que repassou R$ 500 mil ao CVV neste ano para expansão de estrutura, destaca o serviço como uma das principais ferramentas de prevenção ao suicídio do país.

“A gente sabe que uma parte dos indivíduos que morrem por suicídio têm um comportamento impulsivo nessas situações. Então, ter à mão um telefone, para um momento de maior angústia, maior crise, pode ajudá-lo a não cometer naquele momento”, afirma Quirino Cordeiro, coordenador de saúde mental do ministério.

A praticidade do recurso é destacada por Cordeiro. Atualmente, segundo o CVV, 8 de cada 10 chamadas chegam via celular.


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