Educação a distância puxa avanço do ensino superior

Por Metro Brasília

O número de calouros em faculdades do país aumentou 3% puxado principalmente pelas matrículas feitas nos cursos a distância. Entre 2016 e 2017, houve um aumento de 17,6% na escolha por cursos não presenciais, maior índice desde 2008, segundo dados do Censo da Educação Superior divulgado ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O curso a distância foi a opção para 3 em cada 10 universitários no ano passado. A modalidade já representa 21,2% do total de alunos – há 10 anos, representava apenas 7%.

O índice de novos alunos em cursos presenciais subiu 0,5%.

O Brasil tem, ao todo, 8,3 milhões de alunos em cursos de nível superior e praticamente três quartos estão em instituições privadas.

As faculdades particulares viram o número de matrículas crescer 3%, depois de um ano de queda provocada pelas mudanças no Fies (programa de Financiamento Estudantil).

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Ociosidade

O número de vagas não preenchidas no ensino superior é uma preocupação do governo. Somente no ano passado houve 164 mil vagas ociosas na rede pública, 99 mil em universidades federais. Somadas as cadeiras que ficaram vazias em instituições particulares a ociosidade soma 2,8 milhões no país. “Essas vagas ociosas representam um verdadeiro desperdício de dinheiro público, que vem sendo acumuladas há anos”, afirmou o ministro da Educação Rossieli Soares.

O Ministério da Educação espera o preenchimento por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), numa nova modalidade que será lançada em outubro.


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