Compartilhar gestão do SUS é o desafio na saúde

Qual é a sua proposta? Metro Jornal publica a terceira da série de reportagens que mostrará os principais problemas de São Paulo e quais as ideias dos candidatos ao governo do estado para resolvê-los. Tema de hoje é a saúde pública

Por Metro Jornal
Selo Eleições 2018

O candidato que vencer as eleições e assumir o governo do estado de São Paulo a partir do ano que vem já sabe qual a área em que deverá ser mais cobrado pela população: a saúde pública.

De acordo com pesquisa Ibope, divulgada mês passado, os paulistas consideram que esse é o serviço mais problemático e que mais deverá receber atenção do próximo chefe do Executivo.

Professora doutora da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) Marília Louvison e o presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Lavínio Nilton Camarim, afirmaram que os principais desafios estão relacionados ao financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde).

Criado pela Constituição de 1988, o SUS garante atendimento universal para todos os brasileiros na rede pública e tem gestão e recursos compartilhados entre União, estados e municípios. “É preciso investir, e isso depende de como o novo governador vai priorizar o Orçamento da saúde”, afirmou Marília.

As prefeituras já pagam uma conta muito alta, investindo, em média, de 25% a 33% no setor. O estado precisa rever a sua parcela para não sobrecarregar os municípios, sobretudo os pequenos”, completou Camarim.  

Propostas dos planos de governo

 

doria Reprodução

João Doria (PSDB)

O plano de governo prevê o fortalecimento da rede hospitalar do estado e o apoio aos municípios nos atendimentos de média e alta complexidade e na atenção básica, com o uso de tecnologia. Projeta reproduzir no estado programas que lançou na Prefeitura de São Paulo, como o Corujão da Saúde (para zerar filas de exames e cirurgias), Dr. Saúde de Carretas (atendimento móvel itinerante) e o Redenção (para tratamento de dependentes químicos).

 

 

Luiz Marinho Reprodução

Luiz Marinho (PT)

Prevê priorizar a gestão solidária e compartilhada do SUS (Sistema Único de Saúde) nos municípios e apoiar as prefeituras para que ampliem as equipes de Saúde da Família. Também projeta universalizar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a rede de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em todo o estado, reduzir a taxa de partos por cesárea, informatizar as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e fortalecer o Mais Médicos em São Paulo.

Márcio França Reprodução

Márcio França (PSB)

O documento reforça a importância de fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde), oferecer capacitação permanente aos profissionais e apoiar a ampliação do Saúde da Família nas cidades. O plano de governo também projeta parcerias com as prefeituras para construir e reformar UBSs (Unidades Básicas de Saúde), auxiliar hospitais filantrópicos, manter santas casas e estimular programas de amamentação, de prevenção da gravidez e de combate à obesidade.

Skaf Reprodução

Paulo Skaf (MDB)

O plano de governo prevê a criação de prontuário eletrônico com informações sobre o histórico dos pacientes e articular as redes estadual, municipal, filantrópica e privada para a aumentar a eficiência do serviço. O texto projeta investir na atenção básica como forma de reduzir o número de hospitalizações e promover mutirões para zerar a fila de cirurgias eletivas, além de estimular ações que incentivem a prática regular de esportes e a alimentação saudável.


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