Bancos zeram taxa para investir no Tesouro Direto

Concorrência de corretoras independentes faz grandes instituições cortarem taxas cobradas dos clientes para aplicações

Por Metro Jornal

Para enfrentar a concorrência das corretoras independentes, grandes bancos decidiram zerar as taxas cobradas dos clientes para investimentos no Tesouro Direto e outros investimentos de renda fixa.

No início do mês, o Itaú Unibanco zerou a taxa de custódia para títulos públicos e de produtos de renda fixa. Até então, entre os grandes, só o Bradesco tinha taxa zero.

Nesta semana, o Santander anunciou que vai estender a partir de hoje a todos os clientes a isenção da taxa de corretagem para o Tesouro Direto. Os investidores cadastrados na Santander Corretora desde o 12 de setembro já não pagam pelo serviço.

Ontem foi a vez do Banco do Brasil divulgar que também vai zerar a partir de hoje as taxas de custódia para aplicações no Tesouro Direto e em papéis de renda fixa. As novas condições valem para todos os clientes que possuem esses produtos.

Com o movimento, diz a assessora financeira da FB Wealth, Daniela Casabona, os grandes bancos tentam evitar a perda de clientes. “Por muito tempo, a maioria das pessoas só investia em grandes instituições e ficava, de certa forma, refém das taxas bancárias. Hoje, o movimento de investimento tem se tornado mais forte e o investidor tem cada vez mais segurança em ter um profissional que pode lhe ajudar a tomar as rédeas do seu patrimônio”, afirma.

Para Glenda Ferreira, especialista em investimentos da Levante, a redução de taxas relacionadas ao Tesouro vem da procura crescente dos investidores por melhores opções, principalmente resultado de uma redução estrutural da taxa de juros. “Enquanto aumenta a concorrência, quem ganha são os investidores com taxas cada dia melhores”, diz.

Segundo o site do Tesouro Direto, até ontem, das 59 instituições habilitadas para operar com a plataforma, 29 não cobravam taxas.

arttesouro
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