Bancas que ficam abertas à noite ‘salvam’ quem quer comprar flores a qualquer hora em SP

Por Metro Jornal

“O Tim Maia desceu do táxi e eu fui atender. Era fã, né. Faz uns 25 anos, mas eu lembro: ele pediu um buquê de rosas vermelhas”. O relato do florista José Ângelo, 54 anos – os 35 últimos dedicados à República Flores, no largo do Arouche, região central – é representativo das floriculturas paulistanas cujo funcionamento invade a noite. Hoje menos, é verdade; Tim Maia, em sua época, poderia ter comprado o buquê ali a qualquer hora do dia. “Hoje é diferente. Funcionamos até as 23h, a insegurança afastou a freguesia da madrugada”, lamenta Ângelo.

Veja o vídeo:

Na avenida Dr. Arnaldo (zona oeste), no entanto, as madrugadas dos floristas que ali resistem continuam bem frequentadas. “Hoje faço 20 anos de casado, tive que comprar um agrado para ela”, conta o professor Danilo Castro, 48, segurando as rosas vermelhas que escolheu levar. “Não tem jeito, rosas são a preferência nacional, é o que mais sai”, confidencia a florista Regiane Mantovani, 41. “Tem cliente que vem comprar de pijama, na pressa, antes de a esposa acordar”, contou.

Em tempo: esses floristas fazem uma “primavera o ano todo”, mas a estação começa oficialmente neste sábado, às 22h54.

Veja fotos dos florista e das flores que alegram o local:


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