As propostas dos candidatos a governador de São Paulo para segurança

Por Metro Jornal

Selo Eleições 2018

O Metro Jornal inicia hoje uma série de reportagens com as propostas para o estado de São Paulo dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.

A partir dos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral, vamos mostrar o que os postulantes pensam a respeito de alguns dos mais complexos problemas do estado e como pretendem atacá-los. O primeiro tema é a segurança pública.

O direito à segurança é um dever do estado e uma das principais preocupações da população. Divulgada mês passado, pesquisa do Ibope mostrou que o paulista considera a segurança pública como o terceiro maior problema de São Paulo.

Nos três anos completos desde a última eleição (2015, 2016 e 2017), São Paulo registrou queda nos índices de crimes contra a vida – homicídio (-12,3%) e latrocínio (-3,2%) – e também contra o patrimônio – roubo (-1,1%) e furto e roubo de veículo (-8,8%) –, com alta só nos furtos, de 4,1%.

Apesar da redução no número destas ocorrências, outros dois delitos têm contabilizado alta: os casos de estupro, com aumento de 19,7% no mesmo período, e o roubo de cargas, que cresceu 24,6% nos últimos três anos.

Intensificar a queda destes índices será um dos desafios do novo governador, segundo o especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello, além do combate ao crime organizado.

“Para atacar as facções criminosas, é preciso desmontá-las pelo topo, onde estão os líderes, e não na base, onde ficam os pequenos bandidos, que são substituídos facilmente. Isso exige investigação, inteligência policial e parceria com o governo federal, já que as armas e drogas que movimentam essas quadrilhas entram pelas nossas fronteiras desprotegidas.”

  • João Doria (PSDB)

    O plano prevê repetir o sucesso na redução dos homicídios e no combate ao crime organizado, principalmente no tráfico de drogas e armas, aumentando a integração e o compartilhamento de informações. Também projeta recompor e redistribuir o efetivo da polícia nas cidades e promover integração com as guardas municipais, além de enfrentar a violência contra a mulher e aumentar as vagas em presídios em parceria com a iniciativa privada.

  • Luiz Marinho (PT)

    O texto descreve que a política de segurança será baseada na promoção, garantia e ampliação de direitos, com o desenvolvimento de ações de prevenção à violência, sobretudo nas periferias. Também prevê reestruturar a Polícia Civil e modernizar os equipamentos, além de aumentar o efetivo policial nas ruas. Na área prisional, projeta reorientar a política de vagas nas cadeias e viabilizar as audiências de custódia em todas as comarcas.

  • Márcio França (PSB)

    O item número um do plano de governo prevê investir no serviço de inteligência policial, com ações entre as esferas federal, estadual e municipal. Também prevê ampliar a integração entre as polícias, criar metas para a redução de crimes e combater a corrupção na corporação. Projeta criar a “Rondas Maria da Penha”, para enfrentar a violência contra a mulher, e incentivar a aplicação de penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade.

  • Paulo Skaf (MDB)

    O plano de governo projeta unificar o sistema de informação das polícias, integrá-las às guardas municipais e reorganizar o seu funcionamento. O plano também prevê ações contra os pancadões, controle da escala para evitar sobrecarga de trabalho dos policiais e a criação de uma coordenadoria para unir polícia e Fisco e coibir crimes como receptação e lavagem de dinheiro oriundos de roubos, furtos, contrabandos e o tráfico de drogas.

  • Major Costa e Silva (DC)

    O plano de governo prevê reestruturar os planos de carreira das polícias Militar e Civil, integrar as polícias e oferecer respaldo jurídico para os profissionais da segurança pública. Além disso, projeta reformular o sistema penitenciário e estabeler intercâmbio internacional com outros órgãos de segurança.

  • Marcelo Candido (PDT)

    O plano de governo prevê realizar ações preventivas de inclusão social, sobretudo para impedir o aliciamento dos mais jovens pelo tráfico de drogas, e combater a criminalidade com maior rigor. Além disso, projeta investir em inteligência policial, aumentar o efetivo das polícias e reformular o sistema prisional.

  • Professor Cláudio Fernando (PMN)

    Não disponibilizou plano de governo na Justiça Eleitoral

  • Professora Lisete (Psol)

    O plano de governo prevê oferecer capacitação continuada para policiais militares e civis e estabelecer metas para a redução de crimes. Além disso, projeta uma agenda de desencarceramento com audiências de custódia, a extinção dos grupos de elite e a criação de progamas em benefício dos familiares dos policiais.

  • Rodrigo Tavares (PRTB)

    O plano de governo prevê recompor os salários dos profissionais com base na inflação e colocar em atividades nas ruas os policias que hoje realizam funções burocráticas. Também projeta blindar os carros das polícias, terceirizar a frota e disponibilizar armas longas, como a calibre 12, em todas as viaturas.

  • Rogério Chequer (NOVO)

    O plano de governo prevê analisar parcerias para a contratação de produtos e serviços e a construção de presídios. Também projeta integrar as polícias, liberando para atividades nas ruas os profissionais em funções burocráticas, e se unir com as prefeituras em ações de limpeza, fiscalização e iluminação públicas.

  • Toninho Ferreira (PSTU)

    O plano de governo prevê ações de combate ao machismo e ao feminicídio e a criminalização da “LGBTfobia”, com amplo atendimento médico e psicológico às vítimas.

 

Números sobre segurança do Estado de São Paulo

> 225,8 mil
é a população carcerária do estado*

> 83,5 mil
é o efetivo de policiais militares**

> 30,2 mil
é o efetivo de policiais civis e policiais técnico-científicos**

Fontes: *SAP (Secretaria da Administração Penitenciária); **SSP (Secretaria da Segurança pública)

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