Apenas 16% de ministros em tribunais superiores são mulheres, diz CNJ

Por Rafael Neves - Metro Brasília

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgou na última quinta-feira (13) um levantamento que aponta um predomínio masculino na magistratura. Além de serem minoria no número absoluto (38%), as mulheres perdem representatividade conforme se avança na carreira: elas são 44% entre os juízes substitutos e a parcela cai gradativamente até chegar a 16% entre ministros de tribunais superiores e do STF (Supremo Tribunal Federal).

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“Mulheres e homens competem por meio de provas. No entanto, algumas progressões dependem de indicações. Mas não creio que seja só isso. As mulheres ainda têm muitas atribuições domésticas e isso gera impacto profissional”, avalia Maria Tereza Sadek, diretora de Pesquisas Judiciárias do CNJ.

“De qualquer forma, é um dado que precisa ser estudado, já que não fomos a fundo em relação aos motivos dessa diferença e ela pode ser observada também em outras carreiras”, completa.

O Brasil tem hoje 18.168 juízes. Feita de 9 de abril a 30 de maio deste ano, a pesquisa entrevistou 11.348 deles (62,5% do total) e foi o segundo levantamento de abrangência nacional do CNJ – o primeiro havia sido em 2013.

Na comparação entre as duas pesquisas, a fatia de mulheres no Judiciário subiu ligeiramente (foi de 36% para 38%), mas a parcela no ponto mais alto da carreira, o de ministros de tribunais superiores, caiu de 18% para 16%. No STF há hoje duas mulheres – Cármen Lúcia e Rosa Weber – entre os 11 ministros.

Raça

De cada 10 magistrados brasileiros, 8 são brancos. Entre 2013 e 2018, a parcela de pretos e pardos somados subiu de 15,6% para 18,1%.

Em nenhum estado da Federação os pretos e pardos são maioria entre os juízes. No Piauí, os dois segmentos somados representam 45%. No outro extremo, apenas 3% dos juízes são pretos ou partos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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