‘PT quer apagar período Dilma’, diz Marina Silva

Por Metro Jornal
Selo Eleições 2018

Candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva afirmou ontem em entrevista à rádio Bandeirantes que a definição do PT por Fernando Haddad altera as bases do debate eleitoral e vai obrigar o partido a dar explicações sobre os últimos governos. A presidenciável afirmou que irá propor reforma da Previdência e que a educação sofre mais com a corrupção e a má gestão do que com a falta de recursos. Leia abaixo trechos.

Pesquisas mostram Bolsonaro na liderança e depois, embolados, a senhora, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. Como chegar ao segundo turno?

Temos chão pela frente. É bom ver que aumenta a consciência de que não é o dinheiro que define a eleição. O que vai definir é a consciência do povo de que aqueles que tiveram chance no governo, PT, PSDB, MDB e DEM, em vez de fazer o bem, usaram a oportunidade para roubar, levando o país para o buraco.

Se eleita, vai aumentar o percentual do PIB investido em educação, hoje em 6%?

Vamos usar os recursos com eficiência. O Brasil tem investimento próximo de países desenvolvidos, com resultados pífios porque a maioria dos professores não tem plano de carreira e as escolas não estão equipadas. Boa parte dos recursos é drenada pela corrupção e a má gestão. Eu sei o que a educação pode fazer na vida de uma pessoa. Eu fui alfabetizada aos 16 anos e é por isso que eu tenho compromisso de usar cada centavo da melhor forma.

Quais as diferenças entre sua proposta de reforma da Previdência e a do governo?

A do atual do governo não tem nada a ver com o que eu vou fazer. Essa não combate privilégios, não foi discutida com a sociedade, só com empresários. Vamos fazer reforma que não prejudique os trabalhadores. É preciso que se defina idade mínima porque as pessoas estão vivendo mais. Porém, vamos manter a diferença [de idade]. As mulheres continuarão se aposentado mais cedo porque têm dupla jornada. Enquanto tivermos uma sociedade com visão machista, elas serão aposentadas antes.

A senhora botou carimbo de corrupto no Lula e afirmou que Haddad terá de explicar a razão do desemprego. Reitera essa posição?

Sou a única candidata que desde o início defendi a Lava Jato e disse que quem tem ficha suja não pode ser candidato. Reitero que não devemos tripudiar dos presos, isso não é civilizado. Agora, com a definição do candidato Fernando Haddad, o PT vai ter que explicar por que o país do pleno emprego virou o país dos 13 milhões de desempregados. E por que querem tirar do mapa o período do governo da Dilma [Rousseff] e do [Michel] Temer. Foi nesse período que as coisas boas foram desconstruídas e as coisas ruins foram sendo aumentadas, inclusive em função de uma campanha com dinheiro roubado da Petrobras, como atesta a Lava Jato.


O que fará para aumentar os recursos para a saúde?

Vamos reestruturar o sistema com 400 regiões. Em cada uma haverá uma autoridade nacional que trabalhará com os estados e municípios para otimizarmos os recursos humanos e financeiros e as estruturas existentes.  

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