Sem provas, presidente do PSL crê em ‘conspiração da esquerda' contra Bolsonaro

Por Rádio Bandeirantes

O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, afirmou acreditar que o ataque contra o presidenciável Jair Bolsonaro, ocorrido na última quinta-feira, 6 durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), seja uma “conspiração da esquerda”. "Ele foi vítima de um ataque político da maior gravidade, pelo o que ele representa, que é a libertação do Brasil dessa mentalidade esquerdista do PSOL e do PT, uma mentalidade atrasada, bolivariana, que mergulhou o Brasil em uma crise absurda", disse em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira, 10.

Segundo Bebianno, que não deu eventuais provas que liguem o agressor Audálio Bispo de Oliveira a partidos ou lideranças, o atentado foi “cruel e bárbaro” e disse ter certeza de que “eles vão tentar de novo”. "O que é importante destacar neste momento é a gravidade do fato, não só sob o ponto de vista físico, mas o que está por trás dele (…) esse sistema não suporta a democracia de verdade", disse.

Ao ser questionado pelo apresentador Luiz Megale sobre “provas sólidas”, o presidente do partido citou as publicações nas redes sociais de Audálio contra o candidato e lembrou o passado dele como militante do PSOL até 2014, quando saiu e passou a agir "militante da senhora Dilma Rousseff". Ele também citou que o agressor esteve no mesmo clube de tiros frequentado pelos filhos de Bolsonaro, em Santa Catarina, e que, mesmo desempregado, tem a defesa de quatro advogados.

Críticas à imprensa

Gustavo Bebianno criticou ainda a cobertura realizada pela imprensa afirmando que jornalistas tentam minimizar o incidente "como se Bolsonaro tivesse sofrido um arranhão" e "colocar isso na conta de um lunático". "Não foi nem uma coisa nem outra. O Jair teve o peito aberto e eu estive dentro da sala de cirurgia, eu vi o procedimento cirúrgico, todos os órgãos foram colocados para fora.”

"Pelos dados que nós temos e todo o histórico, essa possibilidade de ser um lunático, maluco, solitário, é algo muito remoto", reiterou o presidente da legenda de Bolsonaro, que caracterizou o episódio como um “atentado contra a democracia” e afirmou também que o incidente não será usado como uma proposta de ganho eleitoral na corrida pelo Palácio do Planalto.

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