Economia domina o primeiro debate na Band

Por Metro Jornal

O primeiro debate com oito candidatos à Presidência, realizado nesta quinta-feira, como já é tradição há 30 anos na sede do Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo, foi marcado pela discussão sobre temas como emprego, educação, saúde e segurança.

Com mediação de Ricardo Boechat, Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (Psol), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) tiveram tempo suficiente para se apresentarem e debaterem entre si ao longo de mais de três horas. O candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, teve sua participação vetada pela Justiça e, em carta, alegou “censura” (leia à esq.).

Maior novidade deste ano, a parceria entre o Grupo Band, Youtube e o Google tornou possível, por meio do Google Trends (tendências de busca), o acompanhamento inédito e em tempo real dos temas e candidatos que alcançaram maior relevância na internet (leia à dir.).

O primeiro bloco começou com uma pergunta dos leitores do Metro Jornal: “Se eleito, que primeira medida tomará para estimular a contratação de trabalhadores, como essa medida será tomada, a partir de quando e de onde virão os recursos para que seja bem sucedida?”.

Primeiro a falar, Dias usou o tempo para se apresentar e não respondeu. Daciolo, na sequência, disse que quase todos os oponentes tinham décadas de vida pública sem fazer nada, mas também não disse o que faria. Alckmin, Marina e Meirelles falaram em recuperar a credibilidade do país. O tucano e Bolsonaro mencionaram também a retomada do comércio exterior. Boulos prometeu  revogar medidas tomadas pelo presidente Temer, como a reforma trabalhista. Ciro prometeu retomar mais de 7 mil obras paradas, que gerariam emprego para pessoas não qualificadas.

Na primeira rodada de perguntas entre os candidatos, a temperatura subiu, especialmente quando Boulos perguntou a Bolsonaro quem era “Val”, uma funcionária do deputado, e descreveu seu patrimônio – cinco imóveis –, lembrando que ele recebia auxílio-moradia. Bolsonaro respondeu que Val era sua funcionária, não era fantasma, e que construiu seu patrimônio sem invadir propriedades –Boulos é líder de um movimento de sem-teto em São Paulo.

Outro enfrentamento foi quando Marina questionou Alckmin sobre sua aliança com o centrão. O ex-governador disse que ela era necessária para implementar reformas rapidamente diante do  multipartidarismo.

O segundo bloco foi reservado para perguntas dos jornalistas da Band Lana
Canepa, Fábio Pannunzio, Rafael Colombo e  Sérgio Amaral. Os candidatos re
sponderam e questões sobre segurança pública, feminicídio, aborto, reformas trabalhistas e tributárias e a crise da Venezuela.

Bolsonaro defendeu o armamento da população e criticou defensores dos direitos humanos. Questionado sobre educação, prometeu mais escolas militares. Alckmin disse que reforçará as fronteiras e criará Guarda Nacional.

Marina Silva e Boulos falaram sobre a liberação do aborto e mostraram pontos de vista diferentes. O candidato do Psol afirmou que mulheres devem decidir sobre o tema, mas que a morte das mais pobres é inadmissível. Já Marina se disse a favor da manutenção da atual legislação, mas se propôs a abrir discussão em plebiscito. Ciro voltou a defender mudanças na reforma trabalhista.

Os candidatos voltaram a se enfrentar no terceiro bloco, e Meirelles questionou Alckmin sobre o que faria com o Bolsa Família. Depois de ouvir que o tucano o manteria e ampliaria, rebateu que o site do PSDB já definiu a política como “bolsa-esmola”.

Marina entrou no tema do meio ambiente ao perguntar a Ciro o que seria feito da transposição do rio São Francisco ainda em curso, ao que ele respondeu que é uma das obras que vai retomar.

Os jornalistas retornaram no quatro bloco com perguntas focadas em corrupção, operação Lava Jato e benefícios para juízes e parlamentares.

Marina comentou questão respondida por Alckmin sobre a escolha dos nomes para compor seu governo e acusou o ex-governador de estar com corruptos e contaminar um possível governo. “Nunca fui ministro do PT”, retrucou o tucano, em referência à passagem da candidata pelo governo Lula.

O último bloco foi dedicado para as considerações finais dos candidatos, com um minuto e meio de fala para cada um. O debate em um eventual segundo turno na Band já tem data: 11 de outubro.

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