Vacinação contra sarampo e poliomielite começa neste sábado em todo o estado de SP

Por Fabíola Salani/Metro São Paulo

Chegou a hora da gotinha que falta. A partir deste sábado (4) postos de saúde da capital e todo o estado vão aplicar doses contra poliomielite e sarampo em crianças de 1 a menos de 5 anos. Sim, mesmo que a carteirinha esteja em dia.

Em São Paulo, a campanha nacional foi antecipada para haver dois sábados disponíveis para a vacinação –no dia 18 também haverá aplicação de doses. Ela vai até o dia 31 de agosto e a meta é ambiciosa, mas necessária: vacinar 95% das crianças que compõem o público-alvo. Abaixo desse índice, a população já fica suscetível à ocorrência das doenças.

No ano passado o município teve cobertura de 84,8% de pólio, e 86,1% para a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

Casos no país
E esse é um momento delicado, especialmente com o sarampo, que voltou a ter casos no país. Ontem, o Ministério da Saúde divulgou que, até 1º de agosto, houve 742 casos da doença no Amazonas e 280 em Roraima. Os dois estados passam por surtos e o vírus identificado ali é o mesmo que circula na Venezuela.
Há ainda casos importados registrados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2). O total é 1.053 no país.

Boatos
Parte da queda de adesão da vacina pode se dever a boatos infundados que circulam na internet, como que as doses geram autismo ou que as vacinas causam a doença.
A diretora médica da Sanofi Pasteur, Sheila Homsani, explica que as vacinas são produzidas a partir de microorganismos inativados – mortos– ou enfraquecidos e, por isso, não são capazes de causar a doença.

No caso da afirmação que elas causariam autismo, a médica explica que no final dos anos 1990 foi publicado nos EUA um estudo apontando associação entre vacinas pediátricas e autismo, mas ele era uma fraude e foi desmentido.

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