Muro de vidro da USP só será finalizado após instalação de câmeras, diz prefeito

Por Rádio Bandeirantes

A obra do muro de vidro da USP (Universidade de São Paulo) só será finalizada após a instalação de câmeras de segurança. A informação foi confirmada em primeira mão à reportagem da Rádio Bandeirantes pela prefeitura de São Paulo.

A expectativa é que a demolição do restante do concreto seja feita nos próximos dias. No total, o muro tem dois quilômetros e duzentos metros de extensão. Até o momento, pouco mais de 1 e meio foi entregue.

A inauguração ocorreu em abril, ainda na gestão do ex-prefeito João Doria. Cinco meses depois, placas seguem sendo quebradas e o motivo é desconhecido, apesar da ação ser semelhante. Já são pelo menos 20 danos.

Em algumas vezes o vidro amanhece estilhaçado, como nesta quinta-feira. Em outras, o espaço que deveria ter uma placa simplesmente aparece vazio. Quase todas as vezes o dano é identificado por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana, que passa a madrugada de prontidão na Marginal Pinheiros.

Na manhã desta quinta-feira (2), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, reafirmou à reportagem da Rádio Bandeirantes que a administração municipal segue à disposição da USP. Ele diz que a situação precisa ser resolvida para que a obra seja finalizada.

Em abril, um morador de rua foi preso após ter roubado uma das vigas de sustentação do local que ainda não havia sido instalada. Tempos depois, uma pessoa, em depoimento à Polícia, disse ter visto um dos vidros ser quebrado durante a noite. Segundo esse relato, um objeto não identificado teria sido lançado na direção da raia por um carro em movimento, na Marginal.

Toda a obra foi custeada pela iniciativa privada, com orçamento calculado em 15 milhões de reais. A USP não quer comentar o assunto.

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