Manuela d'Ávila: sou candidata porque defendo unidade da esquerda até último dia

Por Estadão Conteúdo

Durante o ato de oficialização da sua candidatura pelo PCdoB à Presidência da República, a deputada estadual Manuela D'Ávila deixou em aberta a possibilidade de ainda desistir da sua candidatura para integrar, como vice, a chapa de outro candidato.

Seu nome é tido como um dos possíveis para ser a vice do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que pode assumir a candidatura do PT diante da impossibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser o candidato da sigla porque está preso.

"Nós nunca fomos e nunca seremos óbice para o nosso campo político", disse Manuela durante o discurso na convenção nacional do PCdoB, realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira, 1º. "Sou candidata porque defendo a unidade da esquerda até o último dia", afirmou.

Questionada se uma união do PCdoB apenas com o PT seria suficiente para que ela abrisse mão da sua candidatura, Manuela afirmou, porém, esperar que a composição seja "mais ampla". "Hoje essa não é a maior tendência", disse.

Manuela afirmou que a proposta do partido sempre foi defender a unidade do campo político de esquerda do País. "Nós fizemos um conjunto de apelos públicos, dizendo que a nossa candidatura não é óbice para a unidade do nosso campo e, como ainda temos tempo, se surgir alguma novidade, nós seguimos entusiastas", disse a jornalistas ao final do evento.

Para ela, a esquerda no País precisa se unir para "tirar o Brasil da crise". "Dentro do nosso campo, temos diferenças pequenas dentro do que representa a crise pela qual passam os brasileiros", afirmou.

Sobre a escolha de um nome para ser seu vice, Manuela afirmou que o partido ainda discute as possibilidades internamente e que a escolha será anunciada no limite da data estabelecida para o registro da chapa. "Deixa o vice para um segundo momento. São cenas do próximo capítulo", disse.

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