Trânsito em São Paulo: anda e para piora ainda mais à tarde

Por Metro Jornal

“Eu percebi que o trânsito está maior. Gostaria de poder entrar um pouco mais cedo e sair mais tarde para não pegar o pico, mas não tem como. Eu saio às 17h.” O depoimento da enfermeira Paula Costa, 28 anos, reflete o que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mediu no ano passado.

A velocidade média do tráfego paulistano no pico da tarde caiu, em 2017, pelo segundo ano consecutivo, tanto do centro para o bairro, de 17 km/h para 16,1 km/h, como no sentido inverso, passando de 23 km/h para 20,9 km/h. Pela manhã, a velocidade também caiu para os veículos que trafegam do centro para o bairro, passando de 27,6 km/h em 2016 para 26,2 km/h no ano passado. Mas, na direção oposta, teve um leve aumento, de 23,4 km/h para 23,5 km/h. Os dados constam do relatório “Volume e velocidade 2017”, lançado neste mês.

“A mobilidade está diretamente relacionada com a atividade econômica”, avalia o especialista em transporte Sérgio Ejzenberg. “Se a economia está melhor, tem mais gente entregando coisas, fazendo coisas, trafegando. Em 2017, a economia estava em recuperação, e isso explica um maior tráfego, que diminui a velocidade”, analisou. Ejzenberg dá um exemplo prático: a diminuição do trânsito nos finais de semana. “Isso acontece porque não tem atividade econômica, ela reflete diretamente no desempenho do sistema viário”, afirmou.

A expansão maior da frota de carros de transporte individual por aplicativo é mais um fator que pode ter contribuído, avalia o especialista Claudio Barbieri da Cunha. “Uma grande preocupação de centros urbanos é com passageiros que usavam o transporte coletivo e passaram a usar os aplicativos”, disse. “Quando tira o passageiro do metrô e do ônibus, o aplicativo é meTrânsito.

Queda acontece no sentido bairro-centro e no centro-bairro pelo segundo ano seguido Velocidade média cai à tarde, vê CET nos eficiente.” Para o trânsito melhorar? “Não tem muito milagre”, diz Cunha. “Só quando o transporte coletivo estiver melhor, rápido, sem muito tempo de espera e certo nível de conforto.”

Ele avalia que semáforos que pudessem identificar o fluxo de carros e ajustar automaticamente o tempo de verde e vermelho para dar mais vazão ao fluxo seria uma medida a ser tomada no curto e no médio prazo.

A CET foi consultada sobre o que tem sido feito para minimizar os congestionamentos e avaliar o estudo, mas não retornou. Enquanto isso, o que dá para fazer é tentar seguir, na medida do possível, a solução adotada pelo comerciante Guilherme Menezes, 32 anos, que tem uma loja de informática na região da República (centro). “Minha loja fecha às 18h, mas, às vezes, fico um pouco mais nela para poder fugir do trânsito.”

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