Kim Kataguiri alega motivação política após perda de páginas no Facebook

Por Band.com.br com Café com Jornal

Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), vê motivação política de funcionários do Facebook, após a rede social retirar do ar 24 páginas relacionadas ao grupo – como parte dos esforços para reprimir as fake news (notícias faltas) antes das eleições de outubro.

Em entrevista ao Café com Jornal nesta quinta-feira, 26, Kim disse a única coisa que as páginas tinham em comum era o apoio a candidatos de direita – como Jair Bolsonaro e João Amoêdo – que teciam críticas à esquerda. "Esse é o único elo que a gente encontrou até agora entre todas as páginas e perfis. Todos defendiam posições liberais ou conservadores", contou.

O líder do MBL acredita que o perfil político de funcionários da empresa tenha sido uma das razões.

"O presidente Mark Zuckerberg foi sabatinado pelos senadores republicanos e assumiu que a maior parte dos funcionários dele tem viés de esquerda e não por diretriz oficial da empresa", falou. "Acredito que isso possa ter influenciado no Brasil. As agências que fizeram parceria com o Facebook têm jornalistas de esquerda que, quando você confere a biografia, os livros que escreveram, os posicionamentos e colunas, todos são mais de esquerda", concluiu.

Na opinião dele, esse tipo de coisa é "absolutamente inaceitável" em uma democracia. "É também uma quebra de contrato uma vez que o Facebook se compromete a ser uma plataforma que trata todos os usuários com isonomia".

Entenda

O Facebook retirou do ar nesta quarta-feira, 25, uma rede de páginas e contas usadas para divulgação de notícias falsas por membros do grupo ativista de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL), disseram fontes à agência de notícias Reuters, como parte dos esforços para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro.

O Facebook disse em um comunicado que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em "uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

O comunicado não identifica as páginas ou usuários envolvidos. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a rede era administrada por membros importantes do MBL. O grupo ganhou destaque ao liderar protestos em 2016 pelo impeachment da então presidente Dilma Roussefff (PT) com um estilo agressivo de política online que ajudou a polarizar o debate no Brasil.

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