Procura por seguro para celular dispara no Brasil

Por Metro Jornal

Por causa do roubo de celulares e do valor alto dos aparelhos, a procura por seguro para smartphones aumentou no país. Segundo a FenSeg (Federação de Seguros Gerais), o volume de prêmios teve um salto de 70% de 2016 para 2017, para R$ 900 milhões. Já são 2,5 milhões de aparelhos segurados no país. E a expectativa é que esse número praticamente dobre até o final do ano.

Ao todo, 300 mil celulares foram indenizados pelas seguradoras em 2017. No ano passado, as operadoras receberam 1,6 milhão de novos pedidos de bloqueio de aparelhos por motivos variados, entre eles roubo, furto e extravio. Segundo o SindiTelebrasil, que representa as empresas do setor, até fevereiro, 9,5 milhões de IMEIs (código de identificação) estavam inutilizados por terem sido bloqueados. De acordo com dados divulgados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil registrou 235,45 milhões de linhas móveis em operação no mês de maio de 2018.

O motorista de aplicativo Vitor Jaqueto faz parte das estatísticas mais recentes de roubo. Há dez dias o aparelho foi levado em assalto. “Mais de uma semana parado, prejuízo de R$ 1.800, fora o tempo que você fica sem trabalhar”, disse Jaqueto, que pretende utilizar o celular que acaba de comprar apenas após contratar um seguro.

O seguro de um celular custa de 15% a 25% do valor do aparelho, dependendo da cobertura contratada, segundo a FenSeg. E a recomendação de especialistas é que a contratação seja feita pelo menos no primeiro ano de uso para valer a pena. No caso de furto, é preciso ficar atento ao tipo especificado no contrato: se simples ou qualificado.

“Se o sujeito só bateu o seu aparelho de celular, não tem nenhuma evidência de rompimento da bolsa para furtar, é um furto simples. Já o furto qualificado tem um rompimento de obstáculo, arrebentou a casa ou a bolsa para furtar, rasgando o zíper, por exemplo”, orienta Armando Char, advogado especialista em seguros.

A maior parte dos seguros inclui apenas cobertura em território nacional e vários outros detalhes devem ser analisados antes da contratação, segundo o advogado. “É preciso observar os riscos cobertos, os riscos excluídos, o preço do prêmio que vai ser pago pela cobertura e especialmente o valor da franquia. Guarde a nota fiscal do aparelho para que não haja problema no momento da indenização”, afirma Char.

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