Aumenta total de mortes de motociclistas em São Paulo

Por Fabíola Salani/Metro Jornal

No primeiro semestre, só as mortes de motociclistas não recuaram na capital no trânsito. Os dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito estadual) mostram, pelo contrário, um aumento nos dois últimos anos nos óbitos em acidentes para quem conduzia a moto ou estava na garupa. Foram 166 óbitos envolvendo quem trafegava em motocicletas.

A maioria aconteceu em finais de semana – 36 em sábados, 36 em domingos e 26 em sextas –, e 80 mortos tinham entre 18 e 29 anos. O aumento foi de 5% sobre 2017. Para o Sindimoto-SP, que representa os trabalhadores que trabalham sobre duas rodas motorizadas, a falta de uma política específica para esse público contribui para essa alta. “A maior bandeira do sindicato é a defesa por uma política pública para motociclistas”, disse Gil Almeida Santos, presidente da entidade, por sua assessoria.

O sindicato diz que não são vistas com frequência campanhas específicas voltadas a esse público – não só para os trabalhadores como para quem adota a moto como seu meio de transporte. Em nota, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) disse que mantém a fiscalização em conjunto com a Polícia Militar, para “coibir abusos de velocidade e a imprudência de motociclistas”.

Como medidas para a segurança desse público, a CET citou a restrição de motos na pista central da marginal Tietê, das 22h às 5h, e ações educativas com a Abraciclo para verificação de itens de segurança das motos.

 

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