Vacina BCG é única das obrigatórias para crianças que atingiu a meta em 2017

Por Fabíola Salani/Metro São Paulo

No último ano, todas as vacinas obrigatórias para crianças de até seis anos tiveram queda nos índices de cobertura na cidade de São Paulo. No ano passado, somente a BCG, que protege contra a tuberculose, foi aplicada em ao menos 95% dos que deveriam ter sido alcançados, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. Abaixo desse índice, a população fica suscetível à ocorrência de surtos.

O alerta é maior no caso da poliomielite, doença considerada erradicada no país, e do sarampo, que voltou a registrar casos neste ano no Norte, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. A campanha nacional de vacinação prevista para começar no próximo mês deve ter foco redobrado nas doses contra essas duas doenças. E, na capital, as duas ficaram abaixo de 90% nos dois últimos anos (veja quadro).

“No caso do sarampo o risco é maior. Já temos casos autóctones no país [transmitidos na própria localidade], por causa da circulação do vírus”, disse Melissa Palmieri, 40 anos, coordenadora médica de vacinas do Grupo Hermes Pardini e integrante da Vigilância Epidemiológica municipal. “Se tivesse 95% de cobertura vacinal, isso não teria acontecido.”

Mas por que os índices não chegam mais ao mínimo seguro? O vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri, avalia que a perda de percepção de risco é um dos fatores dessa queda. “A vacina é vítima do próprio sucesso. Ela elimina doenças, que as pessoas passam a ignorar.”

Melissa acrescenta que há um efeito dos grupos antivacina. E lembra que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) torna vacinar um ato obrigatório para os pais e responsáveis, sob risco de sanção aos que não levarem seus filhos para tomar as doses oferecidas pelo sistema público de saúde.

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