Semana quente e seca deve piorar qualidade do ar em São Paulo

Por Metro Jornal

O inverno ainda está longe de acabar, mas ontem as temperaturas da cidade pareciam de verão. A máxima chegou a 28,3ºC à tarde, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Junto com a alta no termômetro, uma má notícia: o ar ficou extremamente seco, chegando a 18%, segundo o Inmet, considerado estado de alerta. O nível ideal para o ser humano é 60%. Com a queda da umidade, a qualidade do ar também piorou.

Na segunda-feira, era possível ver uma camada de poluição sobre a cidade. Em nove estações da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a qualidade do ar estava ruim. Em outras 17, moderada e apenas em duas, boa. No fim de semana, mesmo com menor circulação de veículos, em muitas regiões da cidade o relógio de rua mostrava o ícone laranja, de qualidade ruim. E a notícia para a semana nesse quesito não é boa: o Inmet prevê mais dias em que a máxima deve atingir as temperaturas de verão e a umidade, perto de deserto, onde ela chega a 15%.

Com isso, a tendência é que a qualidade do ar piore. Hoje, os termômetros devem variar de 14ºC a 26ºC. Amanhã, 13ºC a 27ºC. E nada de chuva: já são 32 dias sem precipitação significativa na capital.

Cuidados

Para o resto da semana de tempo seco e poluição, a principal recomendação da médica Alexandra Watanabe, diretora da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), é tomar muita água e se manter hidratado. Quem for fazer exercícios físicos, deve ter atenção: “O ideal é estar perto de árvores ou de um local com água, como um lago, porque o ar fica mais úmido”, explica. O tempo seco também afeta a questão respiratória e prejudica principalmente quem já tem algum problema, como rinite ou asma. Em casa, a recomenda- ção da médica é limpar os ambientes apenas com pano úmido, para evitar levantar poeira.

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