Disputa muda concessão do parque Ibirapuera

Por Metro Jornal

Uma das vitrines do programa de desestatização da Prefeitura de São Paulo, a concessão do primeiro lote de parques, que inclui o Ibirapuera, vai ser adiada. Isso porque uma parte do parque que está em terreno do governo do estado, que fica fora dos portões e abriga um estacionamento e aluguel de bicicletas, será tirada da concessão.

A mudança ocorre depois de um questionamento do governador Márcio Fran- ça (PSB), candidato à reeleição, à gestão municipal de Bruno Covas (PSDB). França disse que a área não poderia ser incluída no projeto de desestatização da prefeitura porque o governo do estado não foi envolvido nesse processo.

O programa era um dos destaques da gestão do ex- -prefeito João Doria (PSDB), rival do governador na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Enquanto França publicava em suas redes sociais que tinha suspendido a privatização do parque Ibirapuera, escrevendo que “não podemos privar a população de aproveitar esse espaço gratuito de lazer e cultura”, Covas adiou o processo, determinou que sejam levantadas todas as áreas estaduais do parque para tirar do edital e disse que a inclusão das áreas estaduais tinha sido combinada com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo para disputar a Presidência. França escreveu que “o governo do estado está à disposição da prefeitura para ajudar financeiramente na manutenção do parque”.

Combo desfeito

A ideia da prefeitura era dividir os 107 parques municipais em combos, sempre com um equipamento mais rentável em cada bloco e outros menos vistosos para que aqueles que teriam menor atratividade fossem assumidos no pacote. Pelo edital que estava na praça, o combo do Ibirapuera incluía cinco parques mais periféricos: Lajeado, na zona leste; Eucaliptos, no Campo Limpo (zona sul); Jacintho Alberto, em Pirituba (zona norte), Tenente Brigadeiro Faria Lima, no Parque Novo Mundo e Jardim Felicidade, na zona norte. Uma única empresa ficaria  responsável por todos eles. A retirada da área estadual, conhecida como Autorama, vai tirar R$ 5 milhões de receita anual do concessionário, segundo Covas, e por isso agora o pacote do Ibirapuera só vai incluir o Lajeado. “A mudança vai prejudicar populações de regiões periféricas como Pirituba e Campo Limpo”, afirmou o prefeito.

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