Médica condenada por homicídio trabalhava em hospital da região

Por METRO com band

A Polícia Civil prendeu no ABC a médica Gabriela Costa, 34 anos, condenada a 46 anos de prisão por crimes como homicídio duplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáver, cárcere privado, formação de quadrilha e extorsão. Ela trabalhava no Quarteirão da Saúde, em Diadema, exercendo funções administrativas e clínicas no equipamento médico.

Gabriela fez parte do “Bando da Degola”, que sequestrava, torturava, extorquia e matava empresários em Belo Horizonte, Minas Gerais. A quadrilha foi descoberta em 2010. Na época, ela tinha 26 anos e era namorada do homem apontado como o líder do grupo criminoso – ele confessou ter matado 19 pessoas naquele período.

A médica conseguiu o cargo para trabalhar na rede municipal de saúde de Diadema no dia 22 de março de 2016 e deveria apresentar antecedentes criminais para ser contratada.

A prefeitura informou que vai abrir processo administrativo e tomar as providências cabíveis para saber como Gabriela conseguiu ser efetivada na vaga pública.

Quando foi condenada,  em 2015, Gabriela admitiu saber dos sequestros das vítimas pelo bando, mas negou ter participado dos homicídios. Ela respondia em liberdade e apenas em junho deste ano a Justiça de Minas determinou a prisão dela e o início do cumprimento da pena.

Após ser detida, ela disse à polícia que está casada, mora no bairro do Jabaquara (na capital) e que ganhava R$ 15 mil por mês pelo trabalho prestado no setor de saúde pública de Diadema.

“Com o processo tramitando, acredito que ela tenha condições de prestar um concurso público, mas assumir o cargo fica a critério da organizadora do processo seletivo. Acredito que a prefeitura não verificou que havia um processo criminal de tamanha grandeza contra ela”, afirmou o delegado Flávio Elias, do 1º DP de Diadema.  

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