Portas nas plataformas começam a ser instaladas em linhas mais antigas do Metrô de SP

Por André Vieira - Metro Jornal

Realidade em apenas algumas das novas estações, as portas nas plataformas, que impedem o acesso dos passageiros aos trilhos e abrem só no espaço destinado para embarque e desembarque, vão se espalhar pelas linhas mais antigas do Metrô.

O projeto da companhia prevê a instalação de 88 fachadas em 36 das estações mais movimentadas das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Os pontos de parada com apenas uma plataforma (esquerda e direita), caso da Conceição, terão dois conjuntos, um de cada lado. As estações com integração, como Paraí- so e República, terão quatro. A Sé ganhará 8 fachadas. Na quarta passada, o Metrô detalhou o projeto em audiência pública.

A expectativa é de que a licitação avance pelo segundo semestre e o contrato seja assinado no começo do ano que vem. O vencedor terá 56 meses – quatro anos e meio – para instalar as portas e implantar simulador de testes e centro de monitoramento. O valor do investimento não foi informado pelo Metrô. No início do ano, o governo do estado publicou projeto de lei em que pede autorização da Assembleia Legislativa para usar US$ 111 milhões (R$ 408 milhões na cotação de segunda-feira) que sobraram de um financiamento da linha 5-Lilás para usar na colocação das portas nas plataformas – que teria gasto total de R$ 454,8 milhões, ainda de acordo com o texto.

arte portas plataformas

Ganho de eficiência

“A porta de plataforma aumenta a eficiência do Metrô, pois torna quase impossível que o passageiro provoque qualquer interferência nos trilhos”. Por interferência, Machado cita desde um lixo jogado até um acidente com vítimas que caem, são empurradas ou tentam o suicídio. “Qualquer incidente assim pode provocar um efeito cascata e atrasar todas as viagens e levar ao caos. Quando se reduz a chance de incidentes, as viagens ocorrem dentro do planejado e o sistema funciona melhor.” Como os pontos de parada mais antigos não foram desde o início projetados para terem as portas nas plataformas, Machado acredita que as obras podem demandar mais ajustes. “Além disso, como as estações estão em funcionamento, o horário de trabalho ficará restrito à madrugada.”

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