Quais os 10 vulcões mais perigosos da América Latina

Na América Latina, há dezenas de vulcões ativos, mas alguns deles são especialmente perigosos.

Por BBC Brasil

Muitos vulcões se parecem com gigantes adormecidos, até o momento em que despertam – colocando em alerta vilas e cidades no seu arredor, eventualmente espalhando destruição e morte.

A recente erupção do Vulcão de Fogo, na Guatemala, é um exemplo de quão violenta pode ser uma erupção dessas. Dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas. No total, estima-se que 1,7 milhões de pessoas tenham sido afetadas pela lava, gases e rochas expelidas durante a erupção.

Entre os vulcões mais perigosos do mundo, estão o Vesúvio, na Itália; o Eyjafjallajökull, na Islândia, o Sakurajima, no Japão, e o Merapi, na Indonésia. O Kilauea, no Havaí (EUA), é um dos mais ativos e entrou em erupção em maio deste ano, deixando rios de lava em Big Island, a maior ilha do Estado americano, e milhares de pessoas temporariamente desabrigadas.

Na América Latina há dezenas de vulcões ativos, e alguns são especialmente perigosos pela sua constante atividade e seu potencial destrutivo.

A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, listou alguns dos mais perigosos vulcões latino-americanos.

1. Popocatépetl, México

Com 5.452 metros de altura, é um dos vulcões mais ativos – e, portanto, um dos mais monitorados – do México.

Também conhecido com "Popo" ou "Don Goyo", fica a 70 quilômetros da Cidade do México e uma erupção maior é capaz de afetar aproximadamente 25 milhões de pessoas.

Desde 1994, entrou numa fase de atividade com emissões de lava e explosões de cinzas.

Em 2016, uma nuvem de cinza de 3 quilômetros de altura colocou em alerta o Estado de Puebla.

2. Colima, México

É considerado o vulcão mais ativo do México. Nos últimos anos, expeliu fumaça e material incandescente várias vezes.

Com 3.280 metros de altura, fica entre os Estados de Jalisco e Colima. Entre 2015 e 2016, sua atividade provocou uma intensa nuvem de cinzas que forçou a retirada de comunidades vizinhas.

3. Turrialba, Costa Rica

Cravado no centro do país, Turrialba fica a 60 quilômetros de San José, a capital costa-riquenha. Em setembro de 2016, registrou sua maior erupção em décadas, espalhando uma nuvem de cinzas por aldeias locais.

Desde então, tem expelido, com frequência, cinzas, gases e material incandescente.

101873593turrialba-09e54960dea5429913329b3a57a0d282.jpg Em setembro de 2016 uma erupção do Turrialba espalhou fumaça e cinzas / EPA

4. Galeras, Colômbia

Na Colômbia, o Galeras é um dos vulcões mais ativos do país. Em 1993, entrou em erupção e matou um grupo de cientistas e turistas que estavam dentro dele.

Durante os últimos anos, tem se mantido em atividade constante, mas com erupções pequenas, expelindo cinzas e fumaça ocasionalmente.

5. El Nevado del Ruiz, Colômbia

Segundo o Serviço Geológico da Colômbia, ele apresenta uma atividade sísmica regular e também expele cinzas com frequência.

El Nevado del Ruiz, de 5.364 metros e localizado na zona cafeteira do país, provocou uma das piores tragédias naturais da história colombiana em 1985. Ele entrou em erupção e matou mais de 25 mil pessoas em Armero.

6. Cotopaxi, Equador

101873596cotopaxi-eeb3292526443f305b1e4ebab732f6e4.jpg Cotopaxi é um dos vulcões mais monitorados da América Latina / AFP

O vulcão Cotopaxi tem 5.897 de altura e está localizado a 50 quilômetros ao sul de Quito, a capital equatoriana.

Apesar de a última grande erupção do Cotopaxi ter ocorrido em 1887, em 2015 ele lançou grandes nuvens de cinzas e colocou o país em alerta.

Desde então, passou a ser um dos vulcões mais monitorados da região.

7. Tungurahua, Equador

O Tungurahua tem 5.019 metros de altura e está a 180 quilômetros ao sul de Quito.

Ele se mantém ativo desde 1999, alterando períodos de relativa calma com outros de maior intensidade.

8. Ubinas, Peru

O vulcão mais ativo do Peru fica no Departamento (Estado) de Moquegua, ao sul do país, e é vigiado constantemente pelo Instituto Geológico (Ingemmet). Entre 2006 e 2009, registrou seu último período de alta atividade, com explosões moderadas e expulsão de cinzas e fumaça.

Os gases tóxicos liberados nas erupções causaram danos significativos em plantações próximas ao vulcão.

A cidade de Arequipa, com cerca de 1 milhão de habitantes, fica a 70 quilômetros do vulcão.

101873906villarica-98527980f9e3ba669ab01afa20a907b4.jpg Villarrica, no Chile, entrou em erupção em março de 2015 / EPA

9. Villarrica, Chile

No Chile, estima-se que existam cerca de 95 vulcões ativos.

O Villarrica, de 1.847 metros de altura, está localizado numa área turística ao sul do país. Ele é considerado um dos mais ativos do Chile.

Depois de 15 anos sem registrar atividades importantes, ele entrou em erupção em março de 2015, espalhando cinza e lava a mais de 1 mil metros de altura.

101873902calbuco-40667777acda44e2bb03fcbf28793845.jpg Calbuco, localizado ao sul do Chile, entrou em erupção de forma inesperada / AFP

10. Calbuco, Chile

Depois de quatro décadas de calmaria, o vulcão Calbuco, no sul do Chile, entrou em erupção de forma inesperada em 2015.

A coluna de cinzas expelida pelo vulcão obrigou as autoridades locais a declarar alerta vermelho e a retirar mais de 4 mil pessoas dos arredores.

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