Arqueólogos descobrem que rocha voadora decapitou vítima de erupção de Pompeia

Homem, que aparentemente tentava escapar da nuvem de fumaça da famosa atividade vulcânica do Monte Vesúvio, em 79 d.C., acabou atingido por pedra que pode ter caído de batente de porta.

Por BBC Brasil

Um homem decapitado por uma enorme rocha, que o atingiu enquanto fugia de uma erupção vulcânica, teve seu esqueleto descoberto por pesquisadores que estudam o sítio arqueológico de Pompeia, na Itália.

A descoberta remete ao ano 79 d.C., época em que o Monte Vesúvio entrou em erupção, matando grande parte da população de Pompeia e – em episódio arqueologicamente famoso – fossilizando seus corpos.

O esqueleto recém-descoberto parece ser de um homem que sobreviveu à explosão inicial do vulcão e possivelmente tentava escapar da cidade.

No entanto, acredita-se que ele tenha sofrido uma lesão na perna, que dificultou sua fuga – os arqueólogos dizem ter identificado no esqueleto sinais de uma infecção óssea.

Até que, por fim, o homem foi decapitado e esmagado por uma rocha gigantesca que foi aos ares com a força da erupção.

A atividade vulcânica matou muitos dos moradores da cidade não por causa da lava, mas sim pela vasta e rápida nuvem de gás quente e fragmentos (o chamado fluxo piroclástico) do Vesúvio que se espalhou pela cidade. Ao cobrir os moradores com cinzas, a nuvem acabou preservando seus corpos para o estudo arqueológico posterior.

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Já o homem morto pela pedra, que provavelmente tinha em torno de 30 anos, foi encontrado no primeiro piso de uma edificação, sobre uma camada de pequenas rochas carregadas pelo fluxo piroclástico.

O fragmento que o matou provavelmente era do batente da porta da construção. Ela caiu sobre o homem e esmagou seu torso superior perto da cabeça, que não foi encontrada.

O arqueólogo Massimo Osanna diz que o esqueleto é uma "descoberta excepcional", que é parte dos estudos para entender o impacto da erupção do Vesúvio na vida dos antigos moradores de Pompeia.

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