Preços disparam nas gôndolas e restaurantes; delivery está sob ameaça

Por Metro Jornal ABC

A Ceasa (Central de Abastecimento de Santo André), maior distribuidora de alimentos do ABC, na Grande São Paulo, funcionou nesta segunda-feira com apenas 10% de sua capacidade. O diretor-presidente da associação das empresas da Ceasa, João Lima, afirma que muitos comerciantes têm optado por não levar as poucas mercadorias que chegam por conta dos preços altos. “Os clientes estão se recusando a pagar os valores. Preferem ficar desabastecidos”, conta.

Entre as mercadorias que mais subiram de preço estão a batata (de R$ 70 para até R$ 300 a saca), alface (R$ 23 para até R$ 40 a caixa com 24 unidades) e a salsinha (R$ 12 o maço para até R$ 30).

Restaurantes também reajustaram os preços do quilo da comida e pratos a la carte nos últimos dias. “Os valores tiveram alta, que variou de acordo com cada estabelecimento. Muitos tiveram também de adaptar os pratos por conta da falta de alimentos”, afirma o presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), Roberto Moreira.

De acordo com o empresário, alguns comerciantes têm optado por buscar de carro verduras em cinturões verdes de cidades vizinhas. Mas há risco de desabastecimento de carne, batata, cebola e laranja nos restaurantes e hotéis.

A falta de combustível em postos também teve reflexos nas entregas do setor. Há risco de os serviços de entrega delivery serem suspensos. “Muitos proprietários de restaurantes tentam abastecer seus carros para repassar para os motoboys, mas está difícil de encontrar.”

Nas feiras livres, a previsão é que apenas 40% das barracas funcionem nesta terça-feira.

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