Sindicarga declara solidariedade com insatisfação com preços de combustíveis

Por Estadão Conteúdo

O Sindicarga, sindicato das empresas de transportes de carga do Estado do Rio, declarou solidariedade ao "movimento pacífico de demonstração de insatisfação e receio pela sobrevivência das empresas" por causa do encarecimento dos combustíveis. Ponderando que é contra bloqueios em estradas, a entidade criticou a política de preços da Petrobras, em nota divulgada em seu site na internet no domingo, véspera dos protestos de caminhoneiros. Nesta segunda-feira, os protestos paralisam rodovias em pelo menos sete Estados.

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A nota do Sindicarga cita o "momento político de profundo descaso, com sentimento generalizado de ausência de preocupação e cuidado do governo com a sociedade".

"A economia acompanha o caos e a sobrevivência do empresariado do país é testada ao limite dia após dia. Este cenário gera na população uma inevitável e constante revolta, traduzida em diversas manifestações, a exemplo da paralisação noticiada nas redes sociais para ocorrer a partir de 0:01 do dia 21/05/2018", diz a nota.

Para o Sindicarga do Rio, os motivos da mobilização dos caminhoneiros são, em sua maioria, "justíssimos". A nota cita "criminalidade desordenada", "impostos aviltantes" e "condições precárias das vias", mas dá destaque às oscilações nos preços dos combustíveis.

Em 2016, a Petrobras mudou sua política e passou a precificar os combustíveis nas refinarias de forma alinhada com as cotações internacionais. Com isso, as variações nas cotações do petróleo e do câmbio passaram a ter influência mais direta e automática nos preços domésticos.

Em 2017, a Petrobras fez nova mudança e passou a reajustar os preços diariamente, para evitar defasagens.

"Abrimos o ano de 2018 com inflação declarada em torno de 2%. O combustível, na contramão de toda normalidade, tem variações de valores semanais, em percentuais infundados e descabidos, tornando inviável a manutenção das empresas do setor, que dependem diretamente deles para sua operação", diz a nota do Sindicarga.

A entidade empresarial chega a comparar o cenário atual aos momentos de crise da década de 1980. "Cidadãos médios são afetados diariamente com este aumento descontrolado de valores, não visto nem mesmo no emblemático período econômico do cruzado e cruzeiro. Que diremos dos Transportadores Rodoviários de Carga, setor preambular da economia que movimenta 60% de tudo que é produzido e consumido no país, e que possui o combustível como insumo básico de operação?", diz a nota.

O Sindicato frisa que "não organiza ou ampara movimentos que restrinjam a liberdade de ir e vir dos cidadãos, bloqueios de vias publicas, atos de violência ou que possam afetar a integridade física ou o patrimônio de outrem". No fim, a nota pede ação por parte do governo.

"Espera o Sindicarga que haja uma urgente manifestação governamental sobre a alastrada situação de insatisfação que pode gerar, conforme noticiado, desabastecimento de todos os setores e paralisação da economia", diz a nota.

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