Exploração sexual infantil tem ‘se escondido’, diz PRF

Por Rafael Neves/Metro Curitiba

Tidas como um dos principais focos de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, as beiras de estrada passam por uma mudança de panorama: lançado na semana passada, um estudo sugere que o crime tem migrado das rodovias federais, onde a fiscalização apertou nos últimos anos, para as estaduais, geralmente com menos vigilância.

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O mapeamento é da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em parceria com a ONG Childhood Brasil, e havia sido apresentado pela última vez em 2014. O estudo localiza os principais pontos vulneráveis ao crime – postos de combustível, bares e casas de show, pequenos hotéis e restaurantes – às margens das rodovias federais, a partir de investigações dos policiais com base em relatos de caminhoneiros.

Nos últimos anos, segundo o estudo, houve aumento dos focos do problema. Foram registrados 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual infantojuvenil contra 1.969 no estudo de 2014.

Mas esse número, segundo a PRF, deve ser visto com reservas, pois reflete mais preparação da corporação para combater o problema, já que no ano passado foi feito um treinamento específico a agentes de todo o país.

Além disso, segundo o estudo, houve redução dos chamados pontos “críticos”, cerca de um quinto do total, onde há evidências mais contundentes do crime. Neste caso houve queda de 13,6% entre 2014 e 2018 – de 566 locais para 489.

Interiorização

O levantamento considerou os números animadores, mas enfatizou a tendência de “fuga” do crime para locais menos vigiados. “Notamos que com a maior identificação e atuação nos pontos vulneráveis, aliando a repressão com campanhas  incentivando o uso do Disque 100, houve a ‘interiorização’ dos ambientes suscetíveis à exploração”, diz Eva Dengler, gerente da Childhood Brasil.

gráfico Metro
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