Casos de conjuntivite explodem na cidade de São Paulo

Por Metro Jornal

Você teve ou conhece alguém que teve conjuntivite na cidade neste ano? Se a resposta é sim, não é à toa. A capital registrou em 2018 mais casos da doença do que em todo o ano passado.

De acordo com a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) da Secretaria Municipal da Saúde, foram 143 surtos com 626 casos até o último dia 5 de maio. Em 2017, haviam sido 101 surtos e 366 casos. Só há registro oficial quando ocorrem os surtos – dois ou mais casos associados no tempo e localização. O biólogo Thiago Alexandre Vicente, 36 anos, foi uma das vítimas dessa explosão na doença neste ano.

Ele conta que, em março, sentiu o olho coçar muito durante uma viagem e até suspeitou que fosse conjuntivite, mas acabou deixando o problema de lado. “Quando voltei, meus olhos já estavam muito vermelhos e o direito nem abria. Fiquei duas semanas sem poder sair de casa”.

Depois do susto, ele reforçou os cuidados. A oftalmologista do HCLOE Milena Naomi também sentiu esse aumento nas consultas que atende. “Essa é uma época propí- cia, quando as pessoas ficam mais em ambientes fechados, onde é mais fácil a circulação dos vírus e bactérias.”

A secretaria da saúde informou que, nas últimas duas semanas, houve uma queda significativa na quantidade de registros.

Mesmo assim, é bom se prevenir. Milena afirma que a principal medida é lavar sempre as mãos e evitar coçar os olhos.

“Levar as mãos sujas aos olhos é uma forma importante de transmissão.” Ela ressalta que, aos primeiros sintomas – especialmente coceira e vermelhidão nos olhos –, é necessário procurar um oftalmologista. “Ele tem os equipamentos necessários para o exame.” Não há exame laboratorial para atestar a doença: o diagnóstico é clínico.

Mito X verdade

Quando sentir os primeiros sintomas, Milena recomenda fazer compressas no local com soro fisiológico ou água filtrada. Mas não, não use água boricada, uma “recomendação popular”. “Usar água boricada é mito. Em contato com o olho, ela produz ácido bórico e pode até piorar a inflamação.”

Quando for uma conjuntivite viral, segundo a oftalmologista, o próprio organismo produz anticorpos que levam à cura.

Nesses casos, a recomendação deverá ser usar colírio lubrificante e fazer compressas. Mas quando ela é bacteriana, o tratamento requer antibiótico. E é importante identificar e tratar, porque, nesse caso, ela pode evoluir para inflamações mais graves, podendo até levar a perda de parte da visão. Então, já sabe: lave sempre as mãos e nada de coçar os olhos. Com os cuidados certos, você pode evitar ser a “próxima vítima”.\

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