Polícia Federal confirma a prisão do prefeito de Mauá

Por Cadu Proieti - Metro Jornal ABC

A PF (Polícia Federal) confirmou nesta quinta-feira que o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), foi preso na véspera após policiais encontrarem R$ 87 mil em dinheiro na casa dele durante o cumprimento de um mandato de busca e apreensão na residência do político mauaense. Foi detido também na mesma data o secretário de Governo do município, João Gaspar, que mantinha cerca de R$ 600 mil em dinheiro dentro de casa.

Como os dois não souberam explicar a origem das notas, foram detidos sob acusação de lavagem de dinheiro e encaminhados para a sede da Polícia Federal, na Barra Funda (zona oeste da capital), onde permaneciam presos até a noite de ontem, segundo a a Justiça Federal.

Inicialmente, a prefeitura havia informado, em nota, que Atila foi à PF prestar esclarecimentos por vontade própria. No entanto, na tarde de ontem o setor de comunicação do órgão policial desmentiu a informação, dizendo ao Metro Jornal que ele foi detido durante a Operação Prato Feito.

Na tarde de ontem, a 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo realizou audiência de custódia e analisou e atestou a legalidade das prisões. A manutenção ou não das detenções será apreciada posteriormente pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), de São Paulo. Até que isso ocorra, eles continuam presos, diz a Justiça Federal. Há previsão de que a apreciação da soltura de ambos ocorra hoje, mas a reportagem não conseguiu a confirmação do prazo para julgamento com o tribunal.

As prisões foram efetuadas durante mandados da Operação Prato Feito, investigação da PF que apontou esquema de desvio de dinheiro para merendas em 50 cidades do Brasil, incluindo Mauá.

Outro lado

A Prefeitura de Mauá alega que na tarde de ontem Atila somente prestou esclarecimentos à Justiça Federal sobre a quantia em espécie encontrada em sua residência. “A defesa do prefeito comprovou que o recurso é lícito e declarado no Imposto de Renda do chefe do Executivo mauaense. O valor corresponde ao salário do próprio prefeito, aluguéis de imóveis da família e da pensão de seu filho”, diz parte da nota divulgada pelo setor de comunicação do município. 

Os defensores também alegam, em nota, que “durante toda sua vida pública Atila sempre teve suas contas aprovadas” e que “não há registro de subsídios para nenhuma acusação de má conduta”.

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