Ebola: Entenda o que é, seus sintomas e tratamento

Por Metro Jornal, com Agência Brasil

Foi confirmado, nesta terça-feira (8), um novo surto do vírus Ebola na República Democrática do Congo. Segundo autoridades de saúde locais, de 21 casos de pacientes com sinais de febre hemorrágica, 17 foram confirmados como Ebola.

Esta é a nona vez que o vírus é registrado na nação centro-africana, desde sua descoberta em 1970. Seu surto mais recente, no ano passado, matou oito pessoas. O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado, segundo orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Entenda o que é o Ebola

 Homens carregando corpo Ebola matou mais de 11 mil pessoas na África Ocidental entre os anos de 2014 e 2015 / EPA

Como é possível contrair o vírus?

O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais e por meio de contato com sangue, secreções ou fluídos corporais. Há casos de pessoas que contraíram a doença em enterros de pessoas que morreram infectadas e de transmissão por sêmen até sete semanas após o paciente ter se recuperado.

Existe tratamento?

Ainda não há vacina ou tratamento para o Ebola, que consiste em manter o paciente hidratado e em isolamento, devido ao alto risco de contaminação. Seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea devem ser monitorados e a equipe médica deve estar atenta para tratar quaisquer infecções.

Quais são os primeiros sintomas da doença?

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. São eles:

  • Febre repentina;
  • Fraqueza;
  • Dor muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Inflamação na garganta.

Em seguida, o paciente pode apresentar vômitos, diarreia, coceiras e deficiência no fígado e rins. Em alguns casos, pode haver sangramento interno e externo, erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

Como se previnir?

Segundo a OMS, é possível controlar os surtos da doença adotando medidas relativamente simples, como a implantação de práticas básicas de biossegurança em serviços de saúde e no atendimento aos doentes (isolamento dos pacientes; uso de máscaras, luvas e aventais pelos profissionais de saúde; limpeza adequada de superfícies; entre outras) e, na comunidade, evitar que pessoas tenham contato com o sangue e fluidos corporais dos pacientes.

Porém, as condições precárias de atendimento aos pacientes e as práticas culturais e religiosas em áreas dos países atingidos têm dificultado a contenção do presente surto.

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que brasileiros que tenham viagens a esses países, evitem qualquer contato com sangue ou fluidos corporais de pessoas doentes.

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