Bombeiros localizam um corpo sob os escombros de prédio que desabou de SP

Por Metro Jornal com Agências

Os bombeiros localizaram, no início da tarde desta sexta-feira (4), um corpo que estava sob os escombros do prédio que caiu no largo do Paissandu, centro de São Paulo.

Pelo Twitter, a corporação informou que a vítima foi levada ao Instituto de Criminalística, sendo que trata-se de um homem com diversas tatuagens no corpo e encontrado com o cinto de segurança utilizado durante a tentativa de salvamento.

“Ontem os cães detectaram a provável presença de uma vítima. A equipe dos bombeiros retiraram grande quantidade de entulho e hoje, depois de 22 horas de buscas, o corpo foi localizado. Foi retirado, periciado, com muitas tatuagens, foi encontrado o cinto que foi utilizado na tentativa de salvamento em cima da edificação e também parte do para-raio, levando a crer que poderia ser o Ricardo”, disse o capitão dos bombeiros, Marcos Palumbo.

Desde a manhã desta sexta-feira, os bombeiros aumentaram para seis o número de vítimas do desmoronamento. Oficialmente, os filhos de um casal que morava no prédio apresentaram queixa do desaparecimento dos pais. Segundo Palumbo, apesar do tempo transcorrido do desmoronamento, há chances de vítimas com vida serem encontradas.

“Vejo que há possibilidade de que tenham sobreviventes pelo fato de que algumas células de sobrevivência já terem sido encontradas hoje, porém sem vítimas. E nós estamos falando das partes mais altas da edificação. A partir do momento em que cheguemos no ponto das lages próximas do térreo ou do subsolo, por que não? Esses locais podem ter acomodado alguma pessoa que tenha ali sobrevivido ao colapso e também ao incêndio”, disse.

O prédio pegou fogo na madrugada de terça-feira (1º). De acordo com a Polícia Civil, um curto-circuito na rede elétrica deu início ao incêndio no edifício Wilton Paes de Almeida, que estava ocupado por moradores sem-teto.

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O edifício, propriedade do governo federal, estava abandonado e foi ocupado por quase 400 sem-teto. Em condições precárias, não tinha cobertura mínima contra incêndios. O Corpo de Bombeiros já havia alertado, em 2015, que era alto o risco de pegar fogo.

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