Operação prende bando acusado de furtos no Brás

Quadrilha era especialista em roubo e furto de celulares

Por Metro Jornal

A Polícia Civil deflagrou na quinta-feira uma operação de combate ao tráfico e roubos na cidade. Ao todo foram emitidos 31 mandados de prisão e 34 de busca e apreensão.

Até a noite de quinta-feira, 15 pessoas já haviam sido presas, mas apenas dez delas estavam sendo procuradas no início da operação. As outras cinco foram presas em flagrante e, dessas, duas são menores de idade.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cláudio Henrique Lopes, a operação começou após o número de casos de roubos e furtos crescer muito nos últimos anos, principalmente no centro.

“Percebemos que os responsáveis pelos roubos se repetiam”, explica o delegado. Pelas redes sociais, a polícia constatou que os criminosos estavam sempre juntos e poderiam ser parte de uma quadrilha especializada em furtos. Entre os presos estão, por exemplo, primos e irmãos.

Por enquanto, os detidos estão em prisão temporária, mas a intenção da polícia é pedir preventiva na próxima semana. Segundo o delegado, assim os outros criminosos passam a ser procurados.

Eles serão enquadrados nos crimes de roubo, furto, corrupção de menores e organização criminosa.

Brás é o alvo

Na região onde agia a quadrilha presa, o largo da Concórdia, no Brás (centro), é a área com mais crimes registrados, segundo o delegado. Basta ficar alguns minutos por ali para não ter dúvidas do motivo: são muitas pessoas andando apressadas em diferentes direções e é quase impossível passar sem esbarrar em alguém.

Edinho Oliveira, 30 anos, trabalha na região e comenta que “mais ou menos a cada duas horas” passa alguém correndo com um celular roubado. Segundo ele, muitos aparelhos, inclusive, são vendidos próximo de onde foram levados.

A vendedora Bruna Gomes, 21 anos, foi roubada há alguns meses. “Estava mexendo no celular e arrancaram ele da minha mão. Não tentei correr atrás, não ia adiantar”, conta.

Como já sabe da fama da região, a estudante Emile Santos, 17 anos, deixa o celular que realmente usa em casa e leva para a rua um antigo, só para poder dar notícias para a família. “Mesmo esse deixo escondido” , conta.  

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