Santo André recebe ‘ok’ para empréstimo de US$ 25 mi

Por Cadu Proieti - Metro Jornal ABC

O Senado aprovou ontem a contratação de empréstimo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) no valor de até US$ 25 milhões (cerca de R$ 85 milhões na cotação atual do dólar) para a Prefeitura de Santo André financiar parte do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável do município.

Um dos projetos dessa ação é a construção de novo sistema viário no trevo  da avenida dos Estados de Santa Terezinha, onde uma ponte desabou em janeiro do ano passado e até o momento não foi reconstruída. No local, está prevista a implementação de viadutos que terão o papel de eliminar os semáforos existentes, fazendo a ligação direta da via com o viaduto Castelo Branco.

A verba também deve ser utilizada para a duplicação do viaduto Antônio Adib Chammas, única transposição viária que a cidade tem da linha férrea e do rio Tamanduateí, na região central. O projeto original do complexo previa a construção de seis faixas de tráfego, sendo três em cada sentido. No entanto, foi implementado apenas um viaduto, inaugurado em 1981, com três faixas de tráfego – duas são utilizadas no sentido do 2º Subdistrito e a outra na direção contrária.

A verba do empréstimo deve ser utilizada para finalizar o Adib Chamas como previsto inicialmente.

O prefeito Paulinho Serra (PSDB), que esteve ontem em Brasília para acompanhar a apreciação no Senado, disse que a assinatura do contrato do empréstimo e a abertura de licitação para contratação das empresas que farão os dois projetos devem ser feitas em 30 dias.

“Os projetos estão prontos. A ideia é finalizar esses últimos detalhes e iniciar as obras o quanto antes. O mais  importante é que a cidade não corre mais nenhum risco de perder esse dinheiro.”

A solicitação da verba foi feita em janeiro de 2016, ainda no governo de Carlos Grana (PT). Ao assumir, Paulinho encontrou o processo parado porque alguns dos documentos entregues pela prefeitura para obtenção da garantia da União não atendiam aos requisitos previstos para aprovação do financiamento, como certidão expedida pelo Tribunal de Contas.

A tramitação emperrou porque o município tinha dívida com o Consórcio Intermunicipal do ABC, que foi quitada em julho do ano passado.

Paulinho disse que a previsão é entregar os dois complexos viários até o fim de seu mandato, em 2020.

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