Perícia da PF solicitada há 9 meses trava museu no ABC

Por Vanessa Selicani - Metro Jornal ABC

A liberação das obras no Museu do Trabalho e do Trabalhador, em São Bernardo, na Grade São Paulo, esbarra na necessidade de uma perícia solicitada há nove meses e sem prazo para acontecer. O procedimento foi solicitado pelo MPF (Ministério Público Federal) em julho do ano passado à PF (Polícia Federal).

O departamento policial afirma que o laudo ainda está pendente em razão de “especificidades técnicas da perícia de engenharia”.

A obra é alvo de investigação iniciada em 13 de dezembro de 2016 e segue interditada desde a data. O Museu do Trabalho é um projeto de R$ 20 milhões, iniciado em 2012, durante a gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT). O governo federal é o maior financiador.

O MPF afirma que a obra contou com esquema de corrupção na licitação e construção para beneficiar empresários e agentes públicos. Os acusados negam irregularidades. Duas denúncias sobre o museu já foram entregues para a Justiça.

O destino da obra embargada deve mudar após a liberação. O atual prefeito, Orlando Morando (PSDB), e o ex-governador Geraldo Alckmin, que deixou o cargo  no início do mês para concorrer à Presidência da República, assinaram protocolo de intenções para transformar o prédio inacabado em Fábrica de Cultura. O programa estadual oferece oficinas culturais gratuitas aos moradores.

Mas a pendência judicial impede previsões de prazos para que a estrutura milionária seja utilizada pela população.

A Prefeitura de São Bernardo afirma que conseguiu autorização na Justiça para contratar uma empresa para elaboração de um projeto de adaptação da atual estrutura física. O laudo vai indicar o que já foi feito no prédio e o que será necessário para transformá-lo em Fábrica de Cultura. Mas também não há prazo para que isso aconteça.

De acordo com a prefeitura, o edital de contratação está em fase de elaboração. “Salienta-se, contudo, que não há autorização para execução de obras”, diz em nota.

Projeto atrasa em Diadema

Prédio inaugurado em março pelo Estado | alessandro valle/abcdigipress Prédio inaugurado em março pelo Estado | alessandro valle/abcdigipress

Aposta de São Bernardo para ocupar o prédio que abrigaria o Museu do Trabalho e do Trabalhador, a Fábrica de Cultura enfrenta atrasos em sua primeira unidade na região. O equipamento em Diadema foi entregue pelo governo estadual em março, um ano e nove meses depois do previsto. Apesar da inauguração, o prédio ainda não tem atividades.

A previsão é abrir o espaço ao público somente em agosto. O Estado afirma estar organizando os trâmites em relação ao chamamento público que selecionará a Organização Social de Cultura que ficará responsável pela administração do espaço. A unidade será a primeira fora da capital e a maior entre as 11 já construídas, com cerca de 6 mil metros quadrados. No total, o Estado investiu cerca de R$ 17 milhões na construção.  

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